O Idec – Institudo de Defesa do Consumidor pede ao Ministério da Agricultura uma fiscalização mais rígida na cadeia de produção dos alimentos transgênicos, incluindo rações para animais. A regra que exige a informação sobre ausência ou presença de organismo geneticamente modificado, nas notas fiscais dos produtos nem sempre é cumprida e há descontrole na produção.
A produção agrícola brasileira deve cresce de 3% a 4% na próxima safra. A previsão é do ministro da Agricultura, Reinoldo Stephanes, que participou hoje de um evento para discutir o agronegócio em São Paulo. O ministro disse que se nenhum fator climático influenciar a safra brasileira tende a ser maior do que a última, colhida no início deste ano. Segundo ele, o cenário do comércio mundial é menos sombrio do que no início do ano.
O ministro admitiu ainda a dificuldade dos pequenos agricultores, ligados às agro-indústrias, de conseguir o financiamento de R$ 10 bilhões liberados na última reunião do Conselho Monetário Nacional. Mas, segundo o próprio Stephanes, há uma determinação do presidente Lula em fazer o dinheiro chegar as mãos dos produtores agrícolas.
As organizações não-governamentais se articulam para defender a manutenção do Código Florestal Brasileiro, a lei que regula a preservação do meio ambiente em propriedades agrícolas, por exemplo. Há um movimento da bancada ruralista no Congresso Nacional, apoiada pelo Ministério da Agricultura, para flexibilizar e até anular algumas determinações do código, o que trará impactos ambientais, econômicos e sociais para o Brasil.
O diretor de relações institucionais da ONG SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, adiantou que está sendo construída uma campanha de mídia para alertar a população para ajudar a defender o Código Florestal. Ele deu entrevista, exclusiva, a JornalismoFM. Confira o bate-papo, que teve a participação da jornalista especialista em meio ambiente, Teresa Urban.
O site da ONG é este: www.sosmatatlantica.org.br
Você pode acessar o Atlas, que o Mário comentou, clicando aqui.
Aumentou as mortes decorrentes de conflitos agrários no país em 2008 em relação a 2007, porém, o número total de confrontos diminuiu. Ao todo, 28 pessoas foram mortas no ano passado, mais de 70% dos assassinatos aconteceram em estados da chamada Amazônia Legal. Uma pessoa morreu para cada 42 conflitos no campo em 2008. Em 2007, foram 54 confrontos para cada assassinato.
Os dados foram divulgados parcialmente hoje (6ª) pela Comissão Pastoral da Terra, a CPT, que deverá distribuir na semana que vem o relatório completo sobre a violência agrária durante a 47ª Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB.
O Pará manteve a liderança no ranking de violência. Segundo as informações da CPT, o número de mortes triplicou em relação a 2007 e o estado é o líder em todos os indicadores: assassinatos, despejos e ameaças.
Depois do Pará, os estados mais violentos no campo são o Rio Grande do Sul e a Bahia.
O governo federal vai liberar R$ 12,3 bilhões em empréstimos dos bancos oficiais para a agroindústria com juros subsidiados. É mais uma tentativa de amenizar o problema da falta de crédito no mercado. Apesar de estar disponível para todo o setor agrícola, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a intenção é atingir, principalmente, os frigoríficos, que sofreram os impactos da crise financeira com a redução das exportações e a escassez de crédito.
A exportação de grãos no início da colheita da safra verão aumentou em relação ao ano passado no Porto de Paranaguá, segundo dados divulgados hoje (3ª). O destaque é o milho, que teve crescimento de 51% entre janeiro e o dia 29 de março deste ano. O levantamento aponta que o escoamento de açúcar pelo porto paranaense cresceu 13% e o volume de soja exportada, cerca de 1,1 milhão de toneladas, é semelhante a 2008.
No total, a quantidade de grãos carregados em Paranaguá neste ano já chega próxima a 2 milhões de tonelas e, se o ritmo continuar alto, pode chegar a 12 milhões de toneladas até o fim do ano, confirmando o Porto de Paranaguá como o principal exportador de grãos do país, já que serve para a movimentação agrícola da região Sul, Centro-Oeste e parte do Sudeste.
Em entrevista a Agência Estadual de Notícias, órgão do Governo do Paraná, o gerente da Companhia Brasileira de Logística (CBL), Washington Viana, afirma que a dragagem emergencial do Canal da Galheta foi um dos principais motivos que estimularam o aumento das exportações de grãos. A empresa estima um aumento de até 20% ao longo de 2009 na movimentação de soja em Paranaguá.
No ano passado, caiu a movimentação de cargas em geral nos portos paranaenses. Segundo balanço divulgado em janeiro, os portos de Paranaguá e Antonina movimentaram juntos 33 milhões de toneladas de mercadorias, volume 13,6% menor do que o registrado em 2007. Na pesquisa, o principal motivador da queda teria sido o menor de milho exportado, produto que apresenta recuperação neste ano.