

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Jornalismo FM &#187; Casa &amp; Sustentabilidade</title>
	<atom:link href="http://jornalismofm.com.br/category/colunas/vida-pessoal/casa/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://jornalismofm.com.br</link>
	<description>informação, cultura e opinião</description>
	<lastBuildDate>Tue, 27 Jul 2010 17:20:51 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Tecnológica inaugura Escritório Verde</title>
		<link>http://jornalismofm.com.br/2009/07/tornando-sustentavel-a-propria-casa-%e2%80%93-universidade-tecnologica-inaugura-seu-%e2%80%9cescritorio-verde%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://jornalismofm.com.br/2009/07/tornando-sustentavel-a-propria-casa-%e2%80%93-universidade-tecnologica-inaugura-seu-%e2%80%9cescritorio-verde%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 15:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Casagrande Jr. e Patrícia Peralta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casa & Sustentabilidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://jornalismofm.com.br/?p=3825</guid>
		<description><![CDATA[Dizem que “santo de casa não faz milagre”. Será? Um grupo de professores com forte atuação na área socioambiental quer realizar os milagres em sua casa, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR, através do “Escritório Verde” do Campus Curitiba.  Praticar o que se ensina nem sempre é fácil, neste caso, se tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem que “santo de casa não faz milagre”. Será? Um grupo de professores com forte atuação na área socioambiental quer realizar os milagres em sua casa, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR, através do “Escritório Verde” do Campus Curitiba.  Praticar o que se ensina nem sempre é fácil, neste caso, se tem como meta implantar uma série de programas para se reduzir o impacto ambiental das atividades acadêmicas.</p>
<p>Por que um “Escritório Verde”? Os Centros Universitários Sustentáveis, chamados greencampi, constituem uma realidade nos Estados Unidos, Europa, Austrália e Nova Zelândia. Principalmente nos Estados Unidos, os campi universitários assumem função ainda mais relevante, por se tratarem de verdadeiras vilas, uma vez que englobam também as moradias dos estudantes. A grande maioria dessas universidades possui um Green Office – “Escritório Verde”, onde são planejadas e implantadas as práticas sustentáveis nos campi. Atuando em conjunto com outros departamentos das universidades, responsáveis pela manutenção, reformas, energia, água, resíduos, e até no planejamento de novas edificações, a gestão ambiental de um campus se torna mais fácil e eficiente.</p>
<p>No Brasil, este movimento já começa a acontecer em algumas Instituições de Ensino Superior (IES), pois tais iniciativas seguem uma tendência global da necessidade das universidades se posicionarem diante dos anseios da sociedade por um desenvolvimento sustentável, não apenas no ensino como também em práticas internas ambientalmente corretas. A busca da construção de sociedades sustentáveis pode acontecer com a colaboração das ciências puras e das ciências aplicadas, gerando o desenvolvimento de práticas adequadas convergentes para políticas e ações pró-ambientais.</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/07/greenoffice-recycling.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3828" title="greenoffice recycling" src="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/07/greenoffice-recycling.jpg" alt="greenoffice recycling" width="425" height="430" /></a></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Campus Curitiba da UTFPR e a questão ambiental</strong></span></p>
<p>No Campus Curitiba da UTFPR tem-se um histórico de iniciativas de programas que lidam com questão ambiental, a saber, o Programa de Pesquisa em Tecnologias Sustentáveis (TecSus), criado em 2002, numa iniciativa do Grupo de Pesquisa TEMA – Tecnologia e Meio Ambiente, do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia-PPGTE; o Programa de Gestão da Qualidade, Segurança e Meio Ambiente (Proge) e o PGRCC – Programa de Gerenciamento de Resíduos do Campus Curitiba, são alguns deles. Podemos também citar os trabalhos de núcleos de pesquisas ambientais em diferentes departamentos e pesquisas desenvolvidas na graduação (Trabalhos de Conclusão de Curso e Bolsas de Iniciação Científica), assim como nos níveis de Lato sensu (monografias de cursos de especialização) e Stricto sensu (mestrado e doutorado). Muitos alcançam excelentes resultados positivos, porém sem uma aplicação direta na instituição. Sendo as IES também formadoras de opiniões, só podemos ensinar aos outros se fizermos bem a nossa lição de casa.</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/07/recycle-earth-green-office.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3829" title="recycle-earth-green-office" src="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/07/recycle-earth-green-office.jpg" alt="recycle-earth-green-office" width="260" height="260" /></a></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Escritório Verde do Campus Curitiba</strong></span></p>
<p>Vinculado diretamente diretoria do Campus Curitiba, o Escritório Verde será o primeiro do gênero no Brasil e tem como missão integrar os profissionais que desenvolvam pesquisas nas diferentes áreas de conhecimento dos departamentos aos técnicos da administração, em um programa permanente – Tecnologia com Sustentabilidade &#8211; TECSUS, desenvolvendo e implantando a política ambiental da instituição, em acordo com os princípios da Agenda 21. Recentemente, a UTFPR, através de sua reitoria, assinou o Pacto 21 Universitário – um pacto organizado entre as instituições de ensino superior do Paraná, sob a Coordenadoria das Ações da Agenda 21 Paraná, Secretária de Estado do Meio Ambiente (SEMA).</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/07/green-office-clips1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3831" title="green office clips" src="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/07/green-office-clips1.jpg" alt="green office clips" width="250" height="271" /></a></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>Programas e projetos iniciais a serem implantados a médio e longo prazo</strong></span></p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>* CAZA &#8211; Carbono Zero na Academia</strong></span></p>
<p>Visa estabelecer diretrizes para sustentabilidade no uso das edificações já existentes, assim como nas futuras construções, que vão deste a substituição de materiais para redução do impacto ambiental, medidas de eficiência energética, uso racional da água e gestão de resíduos em reformas e obras internas. Neste mesmo programa, visa-se quantificar a emissão de carbono das atividades do Campus Curitiba da UTFPR, propondo projetos de neutralização do CO2 através de plantio de árvores em áreas desmatadas.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>* REZTO – Resíduo Zero: Tecnológico e Orgânico</strong></span></p>
<p>Uma continuidade do PGRCC que avaliou os resíduos gerados pelos departamentos da UTFPR e agora deve implantar os procedimentos para sua coleta, armazenamento, re-uso, reciclagem e tratamento adequado, dentro de um plano de gestão e educação ambiental.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>* TRECO – Tratando Resíduos Eletrônicos e da Computação</strong></span></p>
<p>Estudar soluções para reaproveitamento e tratamento apropriado de computadores e equipamentos periféricos defasados e sem uso que ocupam espaço na instituição (diretrizes do governo federal e leis estaduais já abordam a questão &#8211; Lei Estadual 15.851/2008), podendo estabelecer parcerias com a comunidade/cooperativas que lidam com o problema dentro de projetos de extensão universitária.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>* COMPRA VERDE</strong></span> – Implantar políticas de compras sustentáveis para a instituição, incluindo nos editais requisitos ambientais específicos dependendo de cada material e equipamento.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>* SELO VERDE “TECSUS UTFPR”</strong></span> – Desenvolver projeto que estabeleça diretrizes para “emissão de certidões de procedimentos ecologicamente corretos” para produtos, equipamentos, etc, testados e aprovados por profissionais da UTFPR, emitindo o selo “Tecnologia Sustentável &#8211; TECSUS UTFPR”.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>* PRÊMIO “CIDADANIA VERDE UTFPR” </strong></span>– Anualmente, troféus ou Medalhas serão entregues a dez pessoas que se destacarem por ações que protejam o meio ambiente, nas categorias: empresa, educação, setor público, organização-não-governamental e jornalismo. Para cada prêmio entregue, 50 árvores serão plantadas com certificados entregue aos premiados.</p>
<p><span style="color: #008000;"><strong>* CONSULTORIA VERDE</strong></span> – O Escritório Verde reunirá um grupo de professores que atuam na área socioambiental para atender à empresas que desejem implantar projetos/programas de sustentabilidade e responsabilidade social nas suas atividades produtivas.</p>
<p>Eloy Fassi Casagrande Jr., PhD</p>
<p>eloy.casagrande@gmail.com</p>
<p>Dra. Valma Martins Barbosa</p>
<p>valmam7@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://jornalismofm.com.br/2009/07/tornando-sustentavel-a-propria-casa-%e2%80%93-universidade-tecnologica-inaugura-seu-%e2%80%9cescritorio-verde%e2%80%9d/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Água&#8230; vida pelo ralo abaixo!</title>
		<link>http://jornalismofm.com.br/2009/04/agua-vida-pelo-ralo-abaixo/</link>
		<comments>http://jornalismofm.com.br/2009/04/agua-vida-pelo-ralo-abaixo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 20:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Casagrande Jr. e Patrícia Peralta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casa & Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://jornalismofm.com.br/?p=1105</guid>
		<description><![CDATA[Ao analisar minha conta de água deste mês, constatando que consumi 7 m3 (e ter pago por 10!) em uma casa de 280 m2,  percebo que valeu o investimento em um sistema de coleta de água de chuva que uso no jardim e para lavar calçadas e o carro ocasionalmente, nos redutores de torneira, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao analisar minha conta de água deste mês, constatando que consumi 7 m3 (e ter pago por 10!) em uma casa de 280 m2,  percebo que valeu o investimento em um sistema de coleta de água de chuva que uso no jardim e para lavar calçadas e o carro ocasionalmente, nos redutores de torneira, nos vasos sanitários com bacias acopladas e de não ter comprado um lava louças!. Além da maneira como controlamos o consumo com algumas medidas simples, como por exemplo, ensaboar toda a louça e enxaguar uma única vez, não fazer lavagens na máquina de lavar com pouca roupa, não usar mangueira como vassoura e controlar tempo de banho&#8230;principalmente do filho! Hábitos de bom senso que já fazem parte de nossa rotina!</p>
<p>O mesmo bom senso não pode ser dito daqueles que participaram do Fórum Mundial da Água (FMA), organizado pela ONU e que encerrou no dia internacional da água, dia 22 de março, em Istambul. Este entra para a história como mais uma reunião de líderes mundiais onde os resultados escoaram para o Estreito de Bósforo, certamente poluído! De 150 países participantes, somente um grupo de 25 países críticos decidiu assinar uma declaração alternativa na qual, como primeiro ponto, se reconhece &#8220;o acesso à água e ao saneamento como um direito humano&#8221;, e os signatários se comprometem &#8220;a realizar as ações necessárias para a implementação progressiva deste direito&#8221;.</p>
<p>Para a decepção de vários países da América Latina, como Bolívia, Equador, Cuba e Uruguai, além de Suíça e Espanha, que instigaram o debate, o Brasil, alinhado com os Estados Unidos e o restante dos países ficou de fora desta posição mais sensata. Nada de anormal aqui, tendo em vista as conexões diretas dos interesses privados dos que controlam o abastecimento e tratamento de água e administrações públicas neste país! Se ganha muito dinheiro com estes serviços e ninguém quer colocar a mão neste ralo! Em geral, é o que se passa na maioria dos países mundo afora. A água é uma mercadoria a ser vendida, deve gerar lucro para empresas e seus acionistas. O lado humanitário da sua distribuição entupiu nos canais do capitalismo!</p>
<p>Enquanto isto mais de um bilhão de pessoas não tem acesso a água. A diarréia causada pela água contaminada mata 5 mil crianças com menos de cinco anos a cada dia. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) contidos no relatório indicam que o &#8220;acesso a um melhor saneamento diminuiria em 32% as doenças diarréicas&#8221;.</p>
<p>Para completar o quadro, as conseqüências das mudanças climáticas sobre a água devido ao aquecimento global são catastróficas. A seca australiana, que recentemente provocou a pior onda de incêndios florestais na história do país, matando mais de 100 pessoas, é um claro exemplo disto. Na África, até 2020 entre 75 e 250 milhões de pessoas devem ser expostas a complicações hídricas decorrentes da mudança climática. Em alguns países, cultivos abastecidos pela água da chuva podem ter redução de 50 por cento na sua produtividade. Na América Latina, a produtividade de algumas lavouras importantes irá diminuir, enquanto a desaparição de geleiras andinas afetará a disponibilidade de água para o consumo humano. Enfim, as simulações climáticas para o século 21 antevêem aumento das chuvas em latitudes elevadas e em áreas tropicais, e redução das precipitações em regiões subtropicais. Quem já não vê isto acontecendo em todo o Brasil?</p>
<p>A propósito, quanto tempo voce demorou no banho hoje? Lavaste seu carro com mangueira? Adiou aquela instalação de coleta de água de chuva? Comeu carne a semana toda? A saber, o maior consumo de água está na irrigação de monoculturas, principalmente de soja e milho, que por sua vez alimentam bois, vacas e porcos! Chama-se isto de água virtual, que é o volume de água demandada para a produção de uma determinada commodity. A produção de um quilograma de bife bovino pode representa o consumo de até 43 mil litros de água! A saber, em 2005, o Brasil exportou cerca de 34 bilhões de m3 de água virtual através da carne! Isto representa mais de 8 vezes o consumo diário de água da cidade de São Paulo. Números para se pensar quando se for fazer aquele churrasquinho no final de semana!</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/sobre/colunistas/">Sobre os colunistas</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://jornalismofm.com.br/2009/04/agua-vida-pelo-ralo-abaixo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Casas populares no Brasil = CO2: PAC &#8211; Programa de Aceleração do Carbono</title>
		<link>http://jornalismofm.com.br/2009/04/casas-populares-no-brasil-co2-pac-programa-de-aceleracao-do-carbono/</link>
		<comments>http://jornalismofm.com.br/2009/04/casas-populares-no-brasil-co2-pac-programa-de-aceleracao-do-carbono/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 14:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eloy Casagrande Jr. e Patrícia Peralta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casa & Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[construção civil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://jornalismofm.com.br/?p=841</guid>
		<description><![CDATA[A indústria da construção civil brasileira é um dos setores da economia que maior impacto gera sobre o ambiente natural. Estudos demonstram que o setor consome algo em torno de 50 a 75% dos recursos naturais disponíveis no planeta, sendo também grande gerador de resíduos, consumo de energia e emissões atmosféricas. Somente a indústria do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria da construção civil brasileira é um dos setores da economia que maior impacto gera sobre o ambiente natural. Estudos demonstram que o setor consome algo em torno de 50 a 75% dos recursos naturais disponíveis no planeta, sendo também grande gerador de resíduos, consumo de energia e emissões atmosféricas. Somente a indústria do cimento é apontada como responsável por 7% a 10% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2). Nas cidades européias as emissões de CO2 da indústria da construção correspondem aproximadamente a 30% do total das emissões. Estima-se que para estabilizar as mudanças climáticas, haveria de se introduzir cortes de cerca de 60% em todas as emissões de CO2.</p>
<p>Algumas iniciativas na construção de casas para reduzir as emissões de CO2 vêm acontecendo em vários países. Na Europa, muitas delas se concentram no pós-uso, onde a preocupação maior é torná-las mais eficientes quanto ao uso de energia para aquecimento, uma vez que grande parte desta energia é gerada por termelétricas. No Reino Unido, por exemplo, 52% de emissões de CO2 são provenientes das construções e uso das edificações. Para a Comissão sobre Poluição Ambiental deste país isto significa usar 60% menos energia para se manter uma casa. Um projeto executado de uma ecohouse na cidade de Oxford demonstrou que a mesma emite apenas 140 kg de CO2 por ano, enquanto que outras, de tamanhos similares e construídas no padrão convencional, podem produzir cerca de 6.500 kg.</p>
<p>No Brasil, há poucos estudos referes às emissões provenientes do setor de produção de materiais de construção e operação/funcionamento das edificações. Tendo em vista que em 2012 o país deverá se adequar a um novo protocolo mundial para redução de emissão de gases do Efeito Estufa, juntamente com países como China, México e Índia, tudo indica que caminhamos na contramão da história.</p>
<p>Em recente dissertação de mestrado defendida pelo Eng. Civil Theodozio Stachera, no Programa de Mestrado em Tecnologia &#8211; PPGTE, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná &#8211; UTFPR, que analisou a casa de interesse social de 40,50m2, construída pela Companhia de Habitação do Paraná &#8211; Cohapar, foi demonstrado que esta representa a emissão de cerca de 9.8 toneladas de CO2, relacionados a produção de materiais convencionais utilizados na sua construção. Tendo como base algumas metodologias que quantificaram emissões de CO2 relacionadas a produção do cimento, cal, aço, pedra brita, areia e material cerâmico, como o tijolo e a telha, utilizados comumente nas casas populares, foi possível afirmar que em único empreendimento em um município da região metropolitana de Curitiba, iniciado em 2009, através do Programa de Aceleração do Crescimento &#8211; PAC, onde 803 novas casas serão construídas pela Cohapar, quase 8.000 ton de CO2 serão emitidas para a atmosfera. Isto sem considerar as emissões relativas ao transporte destes materiais do seu local de produção até os pontos de venda e destes até as obras.</p>
<p>Neste cenário é preocupante o anúncio feito pela Cohapar que prevê a construção de 14 mil casas no ano de 2009 no estado do Paraná, assim como o do Presidente Lula, da construção de um milhão de novas casas para a população de baixa renda, financiados principalmente pelo PAC. Podemos assim concluir, que somente no Paraná, a construção de casas populares será responsável pela emissão de cerca de 137.200 ton de CO2, sendo que no Brasil como um todo, mais de 9 milhões de ton de CO2 poderão emitidas com apoio do PAC. Considerando que obras de infraestrutura, escolas, prédios públicos, hospitais, entre outros, serão todas também construídos com materiais de construção convencionais, além das novas termelétricas que representarão mais emissão de CO2 quando em funcionamento, se pode sugerir que o PAC seja rebatizado para Programa de Aceleração do Carbono. Lembrando que as emissões de gás carbônico na economia brasileira cresceram 45% entre 1994 e 2005 (excluído o desmatamento, que responde por cerca de 75% das emissões brasileiras e que torna o Brasil o quinto maior poluidor global), vemos que o exemplo que deveria ser dado com gasto do dinheiro público em obras ecologicamente inteligente, vão sair pelas chaminés em forma de carbono.</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/sobre/colunistas/">Sobre os colunistas</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://jornalismofm.com.br/2009/04/casas-populares-no-brasil-co2-pac-programa-de-aceleracao-do-carbono/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
