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	<title>Jornalismo FM &#187; In Ludere</title>
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	<description>informação, cultura e opinião</description>
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		<title>Bata no Cão&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 11:54:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Apolloni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma vez, na adolescência, li um livro que me marcaria de forma significativa a partir de então. A obra era “A Linguagem dos Pássaros”, do escritor Farid ud-Din Attar, mestre sufi nascido na Pérsia do século XII. Em linhas gerais, a obra narra a jornada de um grupo de pássaros que vai em busca de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vez, na adolescência, li um livro que me marcaria de forma significativa a partir de então. A obra era “A Linguagem dos Pássaros”, do escritor Farid ud-Din Attar, mestre sufi nascido na Pérsia do século XII. Em linhas gerais, a obra narra a jornada de um grupo de pássaros que vai em busca de seu rei, o Simorg. Como “Parsifal” de Wolfram Von Eschenbach ou obras semelhantes do ciclo arturiano, trata-se de uma narrativa metafórica do autoconhecimento.</p>
<p>Em meio à teia maravilhosa de “A Linguagem dos Pássaros”, o autor incluiu uma série de pequenas histórias, aforismos e poemas interessantíssimos de fundo moral. Dentre todos um pequeno texto, em especial, se fixou em meu espírito. A tal ponto de, vez por outra, retornar à minha mente, aos meus lábios e mesmo às minhas incursões de “radiowebcolunismo”. Diz o poeta: “Se você quer despertar o leão, bata no cão”.</p>
<p>É possível ver no cão, como quer o antigo Islã, uma representação do que há de mais baixo, daquilo que dorme junto ao pó e que submete às paixões de seu proprietário humano. E, no leão, a encarnação da nobreza, da força e da coragem do homem transformado e soberano. Ao bater no cão que está guardado no próprio coração, portanto, o homem não está meramente negando ou destruindo um sentimento vil. Mais do que isso, está chamando o próprio espírito aos brios e, alquimicamente, convertendo toda a acomodação em força transformadora.</p>
<p>O sentido mais amplo do ditado, evidentemente, vai muito além de meu olhar de espectro restrito, mesmo porque as imagens são carregadas de uma série de significados percebidos apenas pelos próprios sufis ou por acadêmicos que trabalham com o tema. Não é o meu caso. Meu caso, porém, é o de alguém que foi realmente tocado por uma frase dita, há oitocentos anos, por um homem notável. Um ancestral chamado ao leão. Bom dia!</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/07/apolloni_10091.mp3">apolloni_1009</a></p>
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		<title>Imperdível: seu site de Michael Jackson por US$ 10 milhões!</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 11:51:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Apolloni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se você já visitou o portal de compras eBay, certamente passou minutos além da conta embasbacado com itens de muito interesse cultural e pouca utilidade. Eu, confesso, sou um freqüentador assíduo do eBay, mesmo sem dispor de muito dinheiro para gastar. Pensando bem, a condição de proprietário de uma carteira vazia até ajuda, na razão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você já visitou o portal de compras eBay, certamente passou minutos além da conta embasbacado com itens de muito interesse cultural e pouca utilidade. Eu, confesso, sou um freqüentador assíduo do eBay, mesmo sem dispor de muito dinheiro para gastar. Pensando bem, a condição de proprietário de uma carteira vazia até ajuda, na razão em que garante um saudável distanciamento crítico em relação àquele gigantesco repositório de conteúdos sócio-antropológicos. Pois ontem, em um momento de deambulação pelo eBay, decidir pesquisar itens relativos a Michael Jackson, o astro pop mais deglutido e digerido da história. Pensava em encontrar principalmente peças autografadas, discos raros e outros artigos de colecionismo clássico e saber quanto as pessoas pagariam por eles. Encontrei, como primeiros itens em uma lista organizada pelo critério do maior preço, dezenas de domínios de internet relacionados ao artista, registrados por pessoas espertas e loucas para lucrar muito. Os preços de venda? Dez milhões de dólares, em média. Ou seja: se alguém decidisse comprar todos esses sites, teria que gastar uma fortuna quase tão grande quanto a deixada pelo próprio Michael Jackson.</p>
<p>Se pensarmos, como nossos avós, na materialidade pragmática das coisas, um domínio de internet é algo tão palpável quanto um terreno na Lua. Por falar nisso, há espertos vendendo terrenos lá e também em Vênus e Marte, como é possível conferir em www.moonstates.com. Voltando à internet, fato é que nossos avós não a conheciam, assim como jamais poderiam saber de coisas como a chamada “bolha da internet” e outros fenômenos típicos de um capitalismo tão especializado quanto estranho. Você gastaria dez milhões de dólares por um site com o nome de Michael Jackson? Por um bom motivo, pela perspectiva de transformar dez em cem, talvez. Isso é o capital, e assim a coisa toda se legitima. Para encerrar esta coluna, talvez o melhor, mesmo, seja lembrar o velho Marx de paletó penhorado e sua frase clássica: “Tudo o que é sólido desmancha no ar” e pensar que, em nossos dias, tudo o que é ar, tudo o que se desmancha, pode ganhar uma chance de solidez. Bom dia.</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/07/apolloni13091.mp3">apolloni1309</a></p>
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		<title>Meu reino (e o seu também) por um cartaz político</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 14:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Apolloni</dc:creator>
				<category><![CDATA[In Ludere]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossas campanhas eleitorais, salvo raras exceções, não são propriamente o que poderíamos chamar de criativas e excitantes. Da mesma forma, e isso talvez por força da lei eleitoral, nossos candidatos preferem investir em santinhos e stickers que acabam colados em lugares esdrúxulos ou entupindo as bocas-de-lobo da cidade. Pois, acredite, as campanhas poderiam ser muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossas campanhas eleitorais, salvo raras exceções, não são propriamente o que poderíamos chamar de criativas e excitantes. Da mesma forma, e isso talvez por força da lei eleitoral, nossos candidatos preferem investir em santinhos e stickers que acabam colados em lugares esdrúxulos ou entupindo as bocas-de-lobo da cidade. Pois, acredite, as campanhas poderiam ser muito melhores do ponto de vista ideológico e, especialmente, do ponto de vista artístico. Antes que você me pergunte como é possível transformar um candidato com cara de pastel em um acepipe político mais atraente, dou a resposta. Acaba de chegar às minhas mãos o livro “Aterrorizar, manipular, convencer! História Mundial do Cartaz Político”, do historiador francês Laurent Gerverau. Em cerca de duzentas páginas, a obra mostra em todas as cores e com absoluta inspiração artística como é possível, usando cartazes, vender todas as cores do espectro político, do comunismo ao fascismo, e inspirar multidões. Os cartazes políticos, aliás, existem praticamente desde que surgiu o papel, na China da Dinastia Han, e em países como a França e a Alemanha continuam fazendo estrondoso sucesso. Depois de conhecer cartazes italianos de inspiração socialista produzidos na passagem dos séculos XIX para XX, ganhei a convicção de que é possível, sim, fazer uma campanha política mil vezes mais colorida e, ainda que o discurso político nacional seja essa sopa de pacote que todos conhecemos, efetivamente mais artística. Cartazes políticos, portanto, seriam definitivamente a minha aposta se eu fosse candidato – afirmo isso, mesmo correndo o risco de ser tido como lunático, amante de fósseis ou criatura desplugada da realidade. Não há que se imaginar, porém, um cartaz como um santinho em escala macro, pelo simples fato de que as carantonhas dos nossos candidatos não são das mais inspiradoras. Agora, imagine peças concebidas por figuras como Miran, Solda, Jaguar e Millôr – nos cartazes europeus, são artistas desse naipe os criadores. Isso é arte, política e vida. E eu fico por aqui. Bom dia!</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/07/apolloni_080709.mp3">apolloni_080709</a></p>
<p>Para saber mais: “Terroriser, manipuler, convaincre! Histoire Mondiale de l’affiche politique”, de Laurent Gervereau, Somogy Éditions D’Art.</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Rodrigo Wolff Apolloni</p>
<p>http://lattes.cnpq.br/3641602920073281</p>
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		<title>Santo Batatinha, mestre do samba</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 12:20:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Apolloni</dc:creator>
				<category><![CDATA[In Ludere]]></category>

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		<description><![CDATA[Esqueça o sintetizador, a coreografia pasteurizada e as letras pobres de tudo. Samba, quando é bom, é uma verdadeira maravilha. E uma verdadeira maravilha, descubro tardiamente, são os sambas de Oscar da Penha, o Batatinha, compositor que namorou firme com praticamente todo o espectro do estilo, das marchinhas aos sambas-quase-choro.
Coisa interessante, ao pesquisar a biografia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esqueça o sintetizador, a coreografia pasteurizada e as letras pobres de tudo. Samba, quando é bom, é uma verdadeira maravilha. E uma verdadeira maravilha, descubro tardiamente, são os sambas de Oscar da Penha, o Batatinha, compositor que namorou firme com praticamente todo o espectro do estilo, das marchinhas aos sambas-quase-choro.</p>
<p>Coisa interessante, ao pesquisar a biografia de Batatinha, é saber que ele nunca deixou o Pelourinho, em Salvador, e que mesmo assim construiu uma obra que se assemelha, em qualidade e diversidade, à de Cartola e Candeia, sambistas cariocas. Prova de que o samba, como a capoeira, é coisa universal, conexão com um oceano de beleza que subjaz a tudo. Bom dia e bom final de semana!</p>
<p>Para saber mais, visite:</p>
<p><a href="http://www.samba-choro.com.br/artistas/batatinha">http://www.samba-choro.com.br/artistas/batatinha</a></p>
<p>Para ouvir mais, visite:</p>
<p><a href="umquetenha.blogspot.com">umquetenha.blogspot.com</a></p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/07/coluna_apolloni_0307.mp3">coluna_apolloni_0307</a></p>
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		<title>Rádio Gaga</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 14:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Apolloni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sou fã de rádio desde menino, quando acompanhava meu pai nos programas de uma rádio bem conhecida em Curitiba, a rádio Colombo. Ele fazia a barba no banheiro com o rádio pendurado em um gancho de toalha e eu, de pijama, ficava só ouvindo, enquanto minha mãe preparava o café. Daquela época, lembro, por exemplo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou fã de rádio desde menino, quando acompanhava meu pai nos programas de uma rádio bem conhecida em Curitiba, a rádio Colombo. Ele fazia a barba no banheiro com o rádio pendurado em um gancho de toalha e eu, de pijama, ficava só ouvindo, enquanto minha mãe preparava o café. Daquela época, lembro, por exemplo, a propaganda da “Pedra da Lua”, talismã que protegia contra diversos males. Lembro, inclusive, de imaginar possíveis formas de transporte das tais pedras lunares para a Terra. Pelo provável custo do frete, até que os talismãs saíam bem em conta para o público curitibano.</p>
<p>O tempo passou, eu acabei entrando em uma faculdade de Jornalismo e, de repente, estava trabalhando em uma rádio de notícias, onde fiquei por cerca de quatro anos. Dessa época, as maiores recordações são das correrias e dos muitas vezes hilariantes erros de gravação. Coisas, evidentemente, que não vão ao ar, mas que fazem a alegria dos operadores de mesa – que cuidam, é claro, de montar “dossiês sonoros cômicos” dos jornalistas. Boas lembranças, enfim.</p>
<p>Hoje, fora do ar no universo das ondas eletromagnéticas, mas conversando com você neste portal, examino minhas atuais respostas ao rádio. Sigo ouvindo rádio sempre, principalmente quando caminho pela cidade. Confesso experimentar uma tremenda irritação com a publicidade veiculada por aqui. As peças são, em sua maioria, muito, mas muito chatas mesmo. E a coisa se acentua quando, por força da permanência em uma mesma estação – sou fã de rádios jornalísticas, ainda escassas em Curitiba -, sou obrigado a ouvir de novo e de novo as mesmas coisas. É bem possível que a coisa se explique tecnicamente, a partir das estratégias adotadas para plantar a mensagem na cabeça do ouvinte. É possível, também, que a publicidade visual seja tão ou mais chata do que a auditiva, mas que o sentido da visão já esteja embotado por força dos excessos midiáticos a que somos submetidos todos os dias ao ligar a tevê ou colocar a cara para fora da janela. No momento, no caso do rádio, a única solução possível é correr para o dial tão logo os intervalos são anunciados; chato, mesmo, é fugir de uma publicidade cacete só para cair em outra, tão ruim ou pior. Sugerir peças mais criativas para os publicitários não parece ser uma boa solução, mesmo porque a chatice mais aguda decorre justamente dos arroubos criativos, das “sacadas geniais”. Concluo, enfim, que no tempo da propaganda da “Pedra da Lua” eu era um ouvinte muito mais feliz. Bom dia!</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/07/apolloni_010709.mp3">apolloni_010709</a></p>
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		<title>O Molloch que mastiga</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 11:49:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Apolloni</dc:creator>
				<category><![CDATA[In Ludere]]></category>

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		<description><![CDATA[O prato do dia é Michael Jackson. Servido frio e molhado das lágrimas de milhões de pessoas em todo o mundo. Diante disso, prometo não me alongar, pelo menos diretamente, no tema. Ao escutar esta coluna, você certamente já terá tido acesso a centenas de informações sobre a vida e a morte do artista, assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O prato do dia é Michael Jackson. Servido frio e molhado das lágrimas de milhões de pessoas em todo o mundo. Diante disso, prometo não me alongar, pelo menos diretamente, no tema. Ao escutar esta coluna, você certamente já terá tido acesso a centenas de informações sobre a vida e a morte do artista, assim como às primeiras piadas de humor negro de sempre sobre o tema. Aliás, na noite de ontem é que eu percebi como o twitter funciona bem para difundir piadas esdrúxulas. Tudo parece fazer sentido, mesmo sem ter sentido nenhum, sem a, b ou c ter sentido nada. Em nossa estranha era, pois não, tais passos fazem parte do ritual de despedida dos personagens notórios. Cá para nós, tenho a impressão de que Michael Jackson já vinha se retirando do mundo há muito tempo, ou melhor, há muito é que ele lutava contra um processo fantástico de mastigação. Por um Molloch fantástico que, como eu ou você, de vez em quando também ensaiava o famoso moonwalking na frente do espelho e longe do resto da humanidade. Certo, mesmo, estava o sábio chinês Lao Tzu, que quando se descobriu mais ou menos famoso deu no pé, não sem antes deixar por escrito que o segredo da imortalidade está diretamente relacionado à mimese com o cenário e à percepção de que a chama que brilha muito se esgota rápido. Sei lá. Bom dia!</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/06/apolloni_260609.mp3">apolloni_260609</a></p>
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		<title>Besouro, Capoeira, Kung-Fu</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 18:19:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Apolloni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos próximos meses um cineasta brasileiro concluirá o primeiro filme nacional moderno decididamente voltado à Capoeira. O filme, intulado “Besouro”, é dirigido pelo cineasta João Daniel Tikhomiroff e conta a história do Mestre Besouro, herói lendário da arte marcial afrobrasileira na Bahia dos anos 20. Interessante é saber que, para as cenas de coreografia marcial, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos próximos meses um cineasta brasileiro concluirá o primeiro filme nacional moderno decididamente voltado à Capoeira. O filme, intulado “Besouro”, é dirigido pelo cineasta João Daniel Tikhomiroff e conta a história do Mestre Besouro, herói lendário da arte marcial afrobrasileira na Bahia dos anos 20. Interessante é saber que, para as cenas de coreografia marcial, o cineasta convocou ninguém menos que Hiuen Chiu Ku, expert chinês que encantou as platéias com as cenas de Kung-Fu de “O Tigre e o Dragão” e “Kill Bill”. A escolha realça um aspecto interessante das marcialidades chinesa e brasileira, a saber, sua semelhança. Se você observar as técnicas, nomes e crenças mágicas associadas pela tradição tanto ao Kung-Fu quanto à Capoeira, perceberá uma série de pontos em comum. Em primeiro lugar, a proximidade dos conteúdos em relação a uma espécie de “medula cultural” arquetípica, ancestral, corporal. Em segundo lugar, o valor e a beleza de leituras culturais periféricas, oriundas não do mainstream anglo-saxão e racionalista, mas de culturas radicalmente diferentes em sua origem. O Brasil, rezam mestres como Gilberto Freyre e Câmara Cascudo, tem seus senhores feudais, seus orixás, seus santos e seus rituais de fechamento de corpo. Da China emergem os Imortais taoístas, os arhats budistas, os dragões e as artes mágicas de invulnerabilidade. No Brasil, enfim, está Pedro Malazartes, malandro, como malandro é Sun Wu Cong, o rei macaco bagunceiro que há séculos desafia o Buda e os santos taoístas. Ambos cheios de vida, como a Capoeira e o Kung-Fu. Meu desejo pessoal é de vida longa a essas práticas, e de sucesso a “Besouro”, o filme, que deve estrear em outubro deste ano.</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/06/apolloni_240609.mp3">apolloni_240609</a></p>
<p>Para mais informações, visite: http://www.besouroofilme.com.br</p>
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		<title>Cesária e a saudade que não morre</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 13:20:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Apolloni</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez mais gente conheça e eu seja apenas um deslumbrado de última hora. Mas o fato é que, nesta manhã adentro de segunda-feira, fiquei com vontade de falar sobre a música da cantora caboverdeana Cesária Évora. É simplesmente notável pela beleza e pelo saibo que deixa, na alma, de coisas como amor, saudade e aquela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez mais gente conheça e eu seja apenas um deslumbrado de última hora. Mas o fato é que, nesta manhã adentro de segunda-feira, fiquei com vontade de falar sobre a música da cantora caboverdeana Cesária Évora. É simplesmente notável pela beleza e pelo saibo que deixa, na alma, de coisas como amor, saudade e aquela percepção tão dolorosa de um deslocamento geográfico forçado. Tenho, cá para mim, que todos nós, deste lado do mundo, guardamos uma saudade secreta de uma terra que não conhecemos. Da Terra sem Males, como a ela referiam-se os indígenas, terra natal, terra, enfim, que não é, senão no mais recôntido da alma. Cicatriz graúda que a gente, criança, afaga buscando uma memória de dor ou coceira.</p>
<p>Deixando os devaneios e voltando à música de Cesária Évora, só posso dizer que ela traduz, como poucas, a saudade e a candura. Imagens como a das ondas do mar trazendo a lembrança dos que estão longe calam fundo, mesmo que não compreendamos na totalidade o arredondado falar crioulo, filho tanto de Portugal quanto do continente africano. Uma beleza, enfim. Bom dia!</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/06/apolloni_2206091.mp3">AUDIO</a></p>
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		<title>Cesária e a saudade que não morre</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 15:46:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Apolloni</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez mais gente conheça e eu seja apenas um deslumbrado de última hora. Mas o fato é que, nesta manhã adentro de segunda-feira, fiquei com vontade de falar sobre a música da cantora caboverdeana Cesária Évora. É simplesmente notável pela beleza e pelo saibo que deixa, na alma, de coisas como amor, saudade e aquela percepção tão dolorosa de um deslocamento geográfico forçado. Tenho, cá para mim, que todos nós, deste lado do mundo, guardamos uma saudade secreta de uma terra que não conhecemos. Da Terra sem Males, como a ela referiam-se os indígenas, terra natal, terra, enfim, que não é, senão no mais recôntido da alma. Cicatriz graúda que a gente, criança, afaga buscando uma memória de dor ou coceira.</p>
<p>Deixando os devaneios e voltando à música de Cesária Évora, só posso dizer que ela traduz, como poucas, a saudade e a candura. Imagens como a das ondas do mar trazendo a lembrança dos que estão longe calam fundo, mesmo que não compreendamos na totalidade o arredondado falar crioulo, filho tanto de Portugal quanto do continente africano. Uma beleza, enfim. Bom dia!</p>
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		<title>Os políticos e o Twitter: esdrúxulos ou sofisticados?</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 18:42:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Apolloni</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia, conversando com o jornalista e expert em marketing político por mídias digitais Heros Schwinden, tive a real dimensão do fenômeno Twitter na vida dos nossos governantes. Ele estava na frente do computador, rindo e ironizando um político curitibano que, nos últimos dias, resolveu aderir à microblogosfera. Ele observou, por exemplo, que não adianta o próprio político ou um de seus assessores usar o Twitter para dizer “estou na Vila Xurupita” e acrescentar um aforismo breve e inspirador do tipo “aqui, a prefeitura coleta o lixo todos os dias”. Esse tipo de postagem apenas indica, segundo Heros Schwinden, uma tremenda falta de habilidade no trato da coisa. Mais interessante seria, por exemplo, o cidadão twittar de madrugada contando uma experiência culinária com macarrão instantâneo ou, então, colocar questões verdadeiramente interessantes para o debate: entrar em polêmicas, citar autores, fazer críticas e outras coisas do gênero. Não ter medo, enfim, de colocar a cara a tapa e de, se preciso for, estapear também. Jabs curtos, apropriados ao espaço disponível.</p>
<p>Fato é, porém, que são poucos os nossos políticos que sabem esgrimir de fato; a maioria se contenta com simulações toscas de combate ou explosões de ira mal canalizada dignas de um telecatch de periferia. Ainda sobre o Twitter, pessoalmente acredito que, para muitos políticos, a idéia de reservar um tempo para escrever recados – ainda que não sejam eles os verdadeiros escribas – poderia soar como prova de vagabundagem. Coisa do tipo “em vez de ficar brincando de internet, esse cara poderia estar trabalhando”. Para esses políticos, a cultura necessária à ferramenta será dolorosa e, certamente, chegará com atraso. Para quem já está no Twitter e se contenta com a mediocridade, com bobagens, uma sugestão: ter mais atenção para não cair no ridículo e tomar bordoadas de seguidores de melhores ou piores intenções. E para quem acha o microblog dispensável ou passageiro, a recomendação é prestar mais atenção ao noticiário: como ferramenta de mobilização social – os eventos recentes em Moldova e no Irã demonstram isso -, é algo digno de respeito. Bom dia!</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2009/06/apolloni_1906091.mp3">audio</a></p>
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