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	<title>Jornalismo FM &#187; Artigos e comentários</title>
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	<description>informação, cultura e opinião</description>
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		<title>Restaurant Week</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 02:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pia Heart</dc:creator>
				<category><![CDATA[Decolagem]]></category>

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		<description><![CDATA[A revista semanal americana The New Yorker publicou no fim da década de 1990 um artigo interessante intitulado The Art of Dinning Out, ou A Arte de Jantar Fora. No texto, o autor descreve o ritual que os freqüentadores dos restaurantes finos da cidade de Nova York seguem para ir jantar. Trata-se de muito mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A revista semanal americana <a href="www.newyorker.com" target="_blank">The New Yorker</a> publicou no fim da década de 1990 um artigo interessante intitulado The Art of Dinning Out, ou A Arte de Jantar Fora. No texto, o autor descreve o ritual que os freqüentadores dos restaurantes finos da cidade de Nova York seguem para ir jantar. Trata-se de muito mais que fazer uma refeição. É um evento social que começa com a preparação para chegar ao local. Entre figurino e motoristas, os comensais não economizam, já que o evento serve muito mais para serem vistos do que propriamente para satisfazer uma das necessidades humanas vitais. Artistas da época, como a mais que vaidosa atriz britânica Joan Collins, circulam entre os demais clientes, na certeza de que estão sendo admirados. O menu de alguns dos charmosos restaurantes da cidade também é citado no artigo, uma vez que o autor freqüentou os lugares para poder escrever o texto.</p>
<p>Na semana em que se comemorou o aniversário de 35 anos da neve em Curitiba, uma feliz coincidência me deu a oportunidade de reviver aquele momento mágico da minha infância. Uma semana de férias durante o período que foi, até agora, o de dias mais frios do ano na cidade. Aproveitei a oportunidade para realizar então, por conta própria, o evento conhecido em grandes cidades do Brasil, a Restaurant Week. Durante uma semana, freqüentei diferentes restaurantes da cidade.</p>
<p>Foi uma semana peculiar. Acompanhada de uma amizade antiga, fui a lugares que acreditava terem mudado, outros que não conhecia. Lembrei-me do artigo da revista americana : há lugares onde as pessoas vão para serem vistas. Mas o que marcou a semana foi a identidade de cada lugar. Descobri que há um inquestionável ar europeu no restaurante onde se pode almoçar com a lareira acesa enquanto lá fora a temperatura era ainda mais baixa por causa da chuva da semana toda. Há outro charmoso restaurante com ar rústico em que o serviço é excelente e atenciosos garçons nos fazem sentir exclusivos enquanto degustamos um prato executivo. Numa noite fomos a uma pizzaria tradicional, onde converso freqüentemente com o gerente, e perguntei se o movimento havia crescido com o frio. Ao que ele respondeu que o que havia aumentado tinha sido o delivery. Na impossível missão de substituir o termo em inglês pelo nacionalmente conhecido similar em português, fiquei pensando por que as pessoas não saem de casa em uma noite fria para jantar, mas vão para o Hemisfério Norte ver a neve &#8230;</p>
<p>Voltei aonde não ia há tempos, ou por falta de oportunidade ou pela natural curiosidade que nos faz conhecer novos lugares. E a minha semana foi muito mais que uma experiência gastronômica e social. Foi também um exercício de memória e um reviver de momentos. Restaurantes onde paixões foram reveladas, declarações foram feiras, onde surpresas aconteceram, e restaurantes que não existem mais&#8230;</p>
<p>Percebi então que, mais que almoçar, jantar e serem vistas, as pessoas vão a restaurantes também pela lembrança de momentos bons.</p>
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		<title>Copa, orgulho para os africanos</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 01:30:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Policiano Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[África Positiva]]></category>

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		<description><![CDATA[A força e a dinâmica do futebol, trouxe pela primeira  a este continente muita boa gente. Pessoas que ignoravam e não imaginava um dia a hipótese de cá virem, estão radiantes, não só pela hospitalidade, mas, acima de tudo, pelo nível organizativo que o mesmo tem demonstrado.
Motivo de orgulho que trouxe ao país a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A força e a dinâmica do futebol, trouxe pela primeira  a este continente muita boa gente. Pessoas que ignoravam e não imaginava um dia a hipótese de cá virem, estão radiantes, não só pela hospitalidade, mas, acima de tudo, pelo nível organizativo que o mesmo tem demonstrado.</p>
<p>Motivo de orgulho que trouxe ao país a união da população e do Continente. Aliás, o próprio continente africano vive um dos momentos mais marcantes da sua história. O Mundo hoje fala de África com respeito e admiração. O assunto incontornável é a realização, com êxito, do primeiro Mundial no continente.</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2010/07/07.12_africapositiva.mp3">aúdio</a></p>
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		<title>A África depois de Lula</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 18:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Policiano Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[África Positiva]]></category>

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		<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está de visita à África antes de entregar o cargo a seu sucessor. A viagem, de 2 a 11 de julho, inclui sete países africanos e funcionará como coroamento da política de relações com o continente, instaurada durante seu governo.
Durante os 9 dias do périplo pela África, Lula [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está de visita à África antes de entregar o cargo a seu sucessor. A viagem, de 2 a 11 de julho, inclui sete países africanos e funcionará como coroamento da política de relações com o continente, instaurada durante seu governo.</p>
<p>Durante os 9 dias do périplo pela África, Lula passará por: Cabo Verde, Guiné Equatorial, Quênia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul.</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2010/07/07.06_africapositiva.mp3">aúdio</a></p>
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		<title>Olha, meu amor, que lindo!</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 01:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pia Heart</dc:creator>
				<category><![CDATA[Decolagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Horário do almoço. Vi quando a esposa, uma jovem bonita de cabelos loiros, mostrou para o marido o que tinha acabado de pegar, dizendo que aquilo era lindo e dirigindo-se a ele de maneira tão carinhosa. Grávida, e com um menino pequeno dentro do carrinho, ela ia colocando as novas aquisições ao lado dele. Marido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Horário do almoço. Vi quando a esposa, uma jovem bonita de cabelos loiros, mostrou para o marido o que tinha acabado de pegar, dizendo que aquilo era lindo e dirigindo-se a ele de maneira tão carinhosa. Grávida, e com um menino pequeno dentro do carrinho, ela ia colocando as novas aquisições ao lado dele. Marido e esposa sorriam.</p>
<p>Depois de presenciar aquela cena, tomei meu caminho de volta. Afinal, meu horário de almoço quase inexiste fora do ambiente profissional. Foi uma exceção, já que o lado materno me fez ir até em casa verificar a temperatura de um filho febril. Enfim, tudo estava sob controle e eu voltaria para o trabalho.</p>
<p>Pensei no quão difícil e cansativo tinha sido meu dia, até então : madrugada no hospital, preço absurdo dos remédios que precisei comprar, ir direto para o trabalho sem ter dormido, um calor intenso de fevereiro e, dentro do carro, no horário do almoço, o que já é insuportável, torna-se quase letal ! Havia ainda a segunda parte do longo dia, problemas que viriam, contas a pagar, e pressões a receber.</p>
<p>A cena do casal que presenciei no horário do almoço voltava à minha mente o tempo todo. Pensei naquilo que vemos e ouvimos com freqüência, na mídia, à nossa volta, nas revistas, nas letras das canções que nos embalam &#8230; Um grande amor pode acontecer. Uma família feliz, daquelas em que todos são bonitos e passam o dia sorrindo, mesmo quando estão no supermercado vendo preços de produtos que não querem, mas que precisam comprar, pode existir. São famílias felizes ou que enfrentam o dia a dia de uma maneira mais leve que a grande maioria dos mortais, aceitando o que lhes acontece, enfrentando juntos as dificuldades, talvez reclamando menos, talvez apoiando-se mais.</p>
<p>Fim do dia. Problemas resolvidos, outros surgindo, trânsito, preocupações e decisões povoando a mente no início da terceira jornada. Onde estaria o casal agora ? Chegando em casa, talvez. Como ela seria ? Percebi, então, que a frase dita pela esposa ao marido surgiu por minha causa.</p>
<p>Naquele dia, no horário de almoço, ao sair da portaria do condomínio fechado onde moro, encontrei o casal selecionando material da lixeira para colocar no seu carrinho, onde estava o filho pequeno. Eles são catadores. Abri o porta-malas para entregar coisas que eu tinha separado e que já não me são úteis, mas seriam para aquela família. Eram várias caixas, algumas com brinquedos. E foi ao abrir uma delas que a esposa disse a frase que dá título a este texto.</p>
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		<title>Dia da África</title>
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		<pubDate>Sun, 30 May 2010 16:18:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Policiano Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[África Positiva]]></category>

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		<description><![CDATA[A África celebra no dia 25 de Maio 47 anos desde a criação, em Addis Abeba (Etiópia), da Organização de Unidade Africana (OUA). Para saudar a data, que se comemora este ano sob o lema &#8220;2010, ano da paz e da segurança&#8221; a coluna da África positiva da JornalismoFM decide fazer uma de análise sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A África celebra no dia 25 de Maio 47 anos desde a criação, em Addis Abeba (Etiópia), da Organização de Unidade Africana (OUA). Para saudar a data, que se comemora este ano sob o lema &#8220;2010, ano da paz e da segurança&#8221; a coluna da África positiva da JornalismoFM decide fazer uma de análise sobre a situação no continente negro.</p>
<p>Não podemos compreender a África de hoje, sem voltar a década dos anos 1960. Aliás, foi no dia 25 de Maio de 1963 reuniram-se 32 Chefes de Estado africanos com ideias contrárias à subordinação a que o continente estava submetido durante séculos (colonialismo, neocolonialismo e &#8220;partilha da África&#8221;).</p>
<p>Nos dias de hoje parece haver uma grande interesse do mundo pela África, paralelamente, os africanos estão procurando assumir o controlo do seu destino através da promoção do mecanismo próprio da solução dos problemas do continente, particularmente das instabilidades político/militar.</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2010/05/05.30_africapositiva.mp3">aúdio</a></p>
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		<title>Myrian Makeba – “Mama África”</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 11:16:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Policiano Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[África Positiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheça a cantora Sul Africana, Mirian Makeba, uma voz legendária de África, admirada e respeitada em todo continente e uma grande ativista pelos direitos humanos e contra o apartheid em sua terra natal. Nasceu em Joanesburgo a 4 de Março de 1932. Seu momento decisivo aconteceu em 1960, quando estrelou o documentário anti-apartheid Come Back, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheça a cantora Sul Africana, Mirian Makeba, uma voz legendária de África, admirada e respeitada em todo continente e uma grande ativista pelos direitos humanos e contra o apartheid em sua terra natal. Nasceu em Joanesburgo a 4 de Março de 1932. Seu momento decisivo aconteceu em 1960, quando estrelou o documentário anti-apartheid Come Back, Afrika, apresentado no Festival de Veneza daquele ano.</p>
<p>Em 9 de novembro de 2008, apresentou-se num concerto a favor de Roberto Saviano, em Castel Volturno (Itália). No palco, sofreu um ataque cardíaco e morreu tragicamente no hospital na madrugada do dia 10 de novembro.</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2010/05/05.18_africapositiva.mp3">aúdio</a></p>
<p>Veja vídeos de músicas de Myrian Makeba <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=Miriam+Makeba&amp;aq=f" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Ensinamento na política africana</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 03:50:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Policiano Gomes</dc:creator>
				<category><![CDATA[África Positiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Léopold Sedar Senghor (Senegal) foi o primeiro governante africano a abdicar do poder, seguido de Julius Nyerere (Tanzânia), Ahmadou Ahidjo (Camarões), Quett Ketumile Masire (Botswana) e Nelson Mandela (África do Sul).
Qualquer uma dessas personalidades, se quisessem, poderiam continuar no poder dado o grande prestígio e desempenho nos cargos, mas entenderam por bem, abandonar o poder [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Léopold Sedar Senghor (Senegal) foi o primeiro governante africano a abdicar do poder, seguido de Julius Nyerere (Tanzânia), Ahmadou Ahidjo (Camarões), Quett Ketumile Masire (Botswana) e Nelson Mandela (África do Sul).</p>
<p>Qualquer uma dessas personalidades, se quisessem, poderiam continuar no poder dado o grande prestígio e desempenho nos cargos, mas entenderam por bem, abandonar o poder dando oportunidade a novos dirigentes.</p>
<p>São estes os únicos exemplos dignos de realce nesta conturbada e tenebrosa política africana.</p>
<p><a href="http://jornalismofm.com.br/wp-content/uploads/2010/05/05.12_africapositiva.mp3">aúdio</a></p>
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		<title>Como perder peso e manter a forma</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 12:04:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pia Heart</dc:creator>
				<category><![CDATA[Decolagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Obesidade e fome são contrapontos da sociedade contemporânea que, gostaríamos, tivessem ficado no século XX. Mas nos acompanharam na entrada do novo século.
Nações ricas, com população obesa por causa da oferta de comida e também pela ingestão de alimentos errados e hábitos de vida prejudiciais. Países pobres, onde miseráveis morrem de fome. E uma grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obesidade e fome são contrapontos da sociedade contemporânea que, gostaríamos, tivessem ficado no século XX. Mas nos acompanharam na entrada do novo século.</p>
<p>Nações ricas, com população obesa por causa da oferta de comida e também pela ingestão de alimentos errados e hábitos de vida prejudiciais. Países pobres, onde miseráveis morrem de fome. E uma grande parte da população mundial está entre os que podem comprar comida, mas não querem ficar acima do peso.</p>
<p>Tenho o hábito de refletir de diferentes maneiras sobre um mesmo assunto e também o de convidar à reflexão aqueles que, acredito, vêm os fatos sob apenas uma perspectiva. É um exercício interessante e enriquecedor. Há alguns dias, conversava com uma pessoa amiga sobre o livro As Mulheres Francesas Não Engordam (de Mireille Guiliano, editora Campus). O livro sustenta o fato de que os franceses, embora comam muito e tenham uma culinária riquíssima, não consomem alimentos processados, tampouco os que não têm ligação com a natureza. Os franceses bebem vinho e comem pão e queijo. Comem com prazer. Não são adeptos de dietas, nem lançaram alguma, como os americanos têm feito há anos. Finalmente, não são obcecados por atividade física em centros de ginástica (fitness centers ou academias) em ambientes fechados como os brasileiros.</p>
<p>A partir destas ponderações comecei a pensar sobre as minhas atitudes para ter mais saúde e perder peso. Aí entra a orientação de um primeiro profissional que pede que registremos as nossas atividades e ingestão de alimentos como em um diário. Como que em um diário, mas apenas mentalmente, comparei a minha rotina com a de uma pessoa que também mora em cidade grande, por exemplo, em Paris.</p>
<p>Deixando de lado os hábitos alimentares dos franceses, ampliei meu raciocínio para itens da vida de qualquer cidadão, como transporte e segurança. Tanto em Paris, como em outras grandes e médias cidades do continente europeu, o transporte público é eficiente. As pessoas utilizam os ônibus, trens, bondes e metrô porque não há espaço para tantos carros nas estreitas ruas históricas das cidades mais antigas. Por isso, pode haver congestionamentos nas áreas suburbanas, onde as famílias moram, pela manhã e no fim da tarde. Isso até deixarem os carros nos estacionamentos das estações de metrô e de trem. Então seguem a pé, descem e sobem escadas e escadas rolantes e, ao descer do transporte público, há ainda alguns quarteirões para caminhar até o trabalho. No fim do dia, tudo novamente no caminho de volta.</p>
<p>O curto inverno europeu também convida os moradores das grandes e pequenas cidades às caminhadas pela vizinhança após o jantar, hábito este quase em extinção em tantas outras partes do mundo, onde a prática da caminhada foi oficializada como esporte. Mas eles o fazem porque é seguro sair à noite a pé.</p>
<p>Eu não utilizo o transporte público na minha cidade, saindo cedo de casa direto para o carro até a porta do trabalho. Também não saio para caminhar à noite, depois do jantar, porque não é seguro.</p>
<p>Para perder peso, combater a obesidade e manter a forma física temos recursos : tratamentos médicos e nutricionais, atividades físicas, re-educação alimentar, mesmo quando há herança genética desfavorável. Mas é curioso concluir que o respeito por parte das instituições públicas e autoridades pode, também, contribuir para uma sociedade mais saudável.</p>
<p>Para ler outros textos de Pia Heart, vá em em Colunas, Artigos e Comentários e clique em Decolagem</p>
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		<title>Quem não morreu</title>
		<link>http://jornalismofm.com.br/2010/04/quem-nao-morreu/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 03:56:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pia Heart</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um tema delicado tem sido o foco principal da vida do ex-vendedor de seguros australiano, Donald Richie. Hoje com 82 anos de idade, ele conta que há 50 ajuda a convencer pessoas a não se matarem.
Donald Richie concedeu uma das suas poucas entrevistas para a BBC, rede de notícias de rádio, TV e internet da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um tema delicado tem sido o foco principal da vida do ex-vendedor de seguros australiano, Donald Richie. Hoje com 82 anos de idade, ele conta que há 50 ajuda a convencer pessoas a não se matarem.</p>
<p>Donald Richie concedeu uma das suas poucas entrevistas para a BBC, rede de notícias de rádio, TV e internet da Inglaterra. Ele mora nos arredores de Sydney, na Austrália, numa região que oferece uma vista privilegiada para o mar, mas que também atrai suicidas por ser próxima de um alto penhasco. Equipado apenas com seu binóculo e um papo tranqüilo, monitora o movimento no penhasco há cinco décadas.</p>
<p>Ele conta que começou observando pessoas que iam até o lugar para apreciar a paisagem, ver o mar, contemplar a natureza. Mas sempre que percebia alguém muito mais pensativo e contemplativo que o cenário exigia ou se esta pessoa tivesse ultrapassado as cercas que existem no lugar, saía de casa e ia lá conversar com a pessoa. Com simplicidade, ele diz durante a entrevista que apenas cumprimentava a pessoa, começando uma conversa amigável e que, muitas vezes, conseguia convencê-la a mudar de idéia. Uma de suas estratégias mais eficazes era a de convidar a pessoa para tomar um café na sua casa.</p>
<p>Nestes 50 anos, o aposentado conta com um total de 401 pessoas que, segundo ele, resolveram não se matar. As autoridades locais reconhecem um total de 161 oficialmente. O número não importa e sim o motivo pelo qual elas deixaram de cometer suicídio : a abordagem por parte do aposentado. A mídia australiana o apelidou de “anjo da guarda” e a sociedade daquele país o admira.</p>
<p>Pessoas que ele ajudou a convencer a não se matar manifestam seu agradecimento e carinho com cartas, pinturas e presentes deixados na sua porta ao longo dos anos. Mas o prudente “anjo da guarda” evita chamar a atenção por considerar o suicídio um tema delicado e, quando discutido, pode inspirar suicidas.</p>
<p>Com o tempo, devido à idade e a problemas de saúde, Donald Richie deixou de ir até o penhasco, limitando-se hoje a observar pelo binóculo e avisar a polícia caso suspeite de possíveis suicidas. Aqueles que decidiram não morrer são gratos ao senhor de 82 anos, este sim, com idade já tão próxima da morte, mas que continua vivo e gostaria que os que ele nem conhece também continuassem. Quem não morreu tornou famoso o “anjo da guarda” australiano.</p>
<p>Para ler outros textos de Pia Heart, vá em em Colunas, Artigos e Comentários e clique em Decolagem</p>
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		<title>Tô com pressa, muita pressa</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 02:14:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pia Heart</dc:creator>
				<category><![CDATA[Decolagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Como na cena em que o coelho corre com o relógio à mão, no desenho animado Alice no País das Maravilhas, que eu vi muitas vezes ainda criança, a frase repetida por ele pode ser usada todos os dias por todos nós.
Há algum tempo postei um texto sobre o movimento Slow Food (A Gente não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como na cena em que o coelho corre com o relógio à mão, no desenho animado Alice no País das Maravilhas, que eu vi muitas vezes ainda criança, a frase repetida por ele pode ser usada todos os dias por todos nós.</p>
<p>Há algum tempo postei um texto sobre o movimento Slow Food (A Gente não quer só Comida &#8211; 7 out/2009,  Por Pia Heart, em Decolagem), que acabou dando origem a outros como os slow travellers (viajantes lentos) e demais grupos de pessoas ao redor do planeta, que optaram por um estilo de vida inverso ao que nos é imposto hoje. Sem pressa, com chance de aproveitar melhor cada momento do dia, da refeição, do passeio, estas pessoas desfrutam de mais prazeres que aquelas que praticam as mesmas atividades, porém apressadamente.</p>
<p>Tenho pensado sobre isso diariamente, principalmente no trânsito, quando vejo motoristas apressados, logo cedo indo para o trabalho. Mas no fim do dia, a pressa também os acompanha, quando deveriam, a caminho de casa, estar mais relaxados. A pressa de ir e vir deu origem ao que conhecemos como hora do rush, ou hora da pressa. Temos pressa de chegar ao compromisso, porque precisamos cumprir o horário e temos pressa de voltar para casa porque ela e o nosso lar.</p>
<p>O que me faz escrever sobre a pressa é o que me aconteceu no mercado, esta semana, e também na semana passada e há duas semanas, e há três meses &#8230; acontece todas as vezes, no caixa. O funcionário ou a funcionária até me cumprimenta e então começa a passar os produtos no leitor ótico. E o faz com pressa, muita pressa ! A ponto de não perceber que há artigos que não podem ser quebrados, como um pacote de massa, que sempre escolho com cuidado na prateleira. E, apressadamente, termina de passar o último produto, fala o valor total da compra e me ajuda a terminar de embalar tudo. E, quando olho para trás, noto, muitas vezes, que não há outro cliente depois de mim.  Esta e a parte da história que nunca consigo entender. Se o funcionário recebe o seu pagamento de acordo com a sua função e pelo cumprimento do seu horário de trabalho, por que a pressa em terminar ? Talvez o caixa pense que o cliente esteja com pressa. Ou talvez apenas seja o hábito, o ambiente onde trabalham, a maior parte do dia há filas nos caixas, enfim, deve haver um ou mais motivos para a pressa do caixa de mercado.</p>
<p>Há algum tempo, li a notícia de uma funcionária de mercado nos Estados Unidos, que é recordista em passar os produtos, a uma velocidade jamais vista. Ganhou fama e o reconhecimento dos colegas e do empregador. Mas continuou cumprindo o mesmo horário de trabalho, porém agora é famosa.</p>
<p>É estranha a relação das pessoas com a pressa. Eu mesma não entendo porque somos assim, já que muitas vezes me flagro agindo da mesma contagiante maneira. Mas deve haver uma explicação. Se for a pressa de chegar a um lugar que queremos, de voltar para casa, de encontrar uma pessoa amada, então está explicado.</p>
<p>Uma vez li um anúncio da companhia aérea British Airways, da Inglaterra, em uma revista que mostrava a foto de crianças com uniformes escolares correndo na rua. A frase, sob a foto dizia : É uma lei do universo : As crianças caminham até a escola, as crianças correm para casa.</p>
<p>Para ler outros textos de Pia Heart, vá em em Colunas, Artigos e Comentários e clique em Decolagem</p>
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