O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná realizará uma vigília na próxima sexta-feira, dia 17, a partir das 18h, na escadaria do Prédio Histórico da UFPR (Praça Santos Andrade, 50, Centro de Curitiba), em defesa da formação superior específica para o exercício da profissão e contra a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou inconstitucional a exigência do diploma para exercer a profissão.
O sindicato providenciará velas, que serão acesas na escadaria do edifício. Jornalistas, professores de Jornalismo e estudantes e demais apoiadores estão convidados a participar da manifestação vestidos com roupas de cor branca. O início da preparação do ato está marcado para as 17h.
O ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho (foto), recebeu alta neste final de semana do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por cirurgias de correção da face. Mesmo com a alta, a família informou que ele vai permanecer em São Paulo para continuar o tratamento
O delegado Armando Braga, responsável pelo inquérito que Carli responde por ter provocado a morte de Gilmar Yared e Carlos Murilo de Almeida, já anunciou que pretende ouvir o ex-deputado ainda nesta semana. Só não informou se, para isso, irá viajar até a capital paulista.
Para o Ministério Público não há dúvidas de que Ribas Carli estava alcoolizado e assumiu os riscos de provocar o acidente. O ex-deputado também dirigia com a carteira de habilitação suspensa. Neste sábado, dia 6, o acidente completou um mês.
Um tribunal da Coreia do Norte condenou duas jornalistas dos EUA a 12 anos de prisão num campo de trabalhos forçados, informou a Agência de Notícias Central Coreana, órgão oficial do país. “O julgamento confirmou o grave crime que elas cometeram contra a nação coreana e a violação ilegal da fronteira”, disse a agência.Laura Ling e Euna Lee foram presas pelos guardas de fronteira norte-coreanos em 17 de março, quando apuravam informações para uma reportagem sobre refugiados em fuga do país. Pyongyang havia declarado que elas enfrentariam um julgamento duro por “atos hostis” e entrada ilegal, mas nunca deu detalhes sobre tais atos.
A sentença severa deve alimentar ainda mais as tensões entre o Washington e o regime comunista, depois do teste nuclear realizado pela Coreia do Norte em 25 de maio e os planos atribuídos ao país para outro lançamento de um foguete de longo alcance.
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou no domingo que as acusações contra as jornalistas não têm fundamento e que elas deveriam ter permissão para voltar para casa. Segundo analistas, as duas mulheres podem ser usadas pela Coreia do Norte nos esforços para abrir negociações diretas com os EUA.
O presidente da Air France e o diretor-executivo da companhia aérea disseram em Paris às famílias que aguardam por notícias sobre familiares que estavam no voo AF 447 Rio-Paris, não haver esperanças de que qualquer um dos passageiros esteja vivo.
O presidente da Air France, Jean-Cyril Spinetta, e o diretor-executivo da empresa, Pierre-Henri Gourgeon, encontraram-se com parentes dos passageiros do voo em um hotel próximo ao aeroporto Charles de Gaulle e disseram “não haver esperança de que haja sobreviventes”, informou o porta-voz do grupo de apoio aos familiares, Guillaume Denoix de Saint-Marc.
E nesta quarta-feira, em seu primeiro pronunciamento desde o desaparecimento do Airbus A330-200 da Air France, o Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil (BEA, na sigla em francês) da França afirmou que o avião estava em perfeitas condições técnicas antes de decolar. É a primeira certeza de um caso complexo, que pode terminar sem respostas. “Não sabemos sequer a hora exata do acidente”, disse Paul-Louis Arslanidan, diretor do BEAO BEA já trabalha na investigação há 72 horas, com quatro equipes. A primeira participa das pesquisas em alto-mar, a segundo está encarregada de apurar o histórico e as condições de manutenção do avião, outra estuda como se dava o uso do aparelho e a última já vem investigando os sistemas e os equipamentos do avião, além das mensagens automáticas enviadas durante quatro minutos, a partir das 4h10min (23h10 no horário de Brasília), quando se supõe que tenha ocorrido o acidente. Dois membros dessa última equipe foram enviados ao Brasil e atuam com as autoridades brasileiras.
Sobre os indícios revelados pelas mensagens automáticas, Arslanidan afirmou que são “provavelmente verdadeiros”, mas pediu “muito cuidado” com a interpretação. Detalhes da trajetória do voo – como a suposta manutenção dos 35 mil pés de altitude durante a travessia do Atlântico, 2 mil pés a menos que o previsto – vêm sendo analisados. Arslanidan aguarda a localização das caixas-pretas, mas considera a possibilidade de que o trabalho pode acabar sendo feito sem elas
Ex-piloto, diretor do Museu do Ar e do Espaço do Aeroporto de Le Bourget e membro da BEA, Gérard Feldzer não descartou nenhuma das hipóteses, “seja um atentado, uma explosão, um incêndio, a perda de sustentação, o congelamento, panes elétricas diversas”. Ontem, um ataque terrorista voltou a ser cogitado após a confirmação da Air France de que em um de seus voos Buenos Aires-Paris houve falsa ameaça de bomba, em 27 de maio. A companhia não revelou detalhes do episódio.
A inflação no varejo voltou a apresentar desaceleração, no âmbito do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), das sete capitais usadas para cálculo do índice, seis apresentaram elevação de preços menos intensa, ou início de deflação, na passagem da terceira prévia de maio do indicador, medida até 22 de maio, para o dado fechado do IPC-S do mês passado. A única capital a apresentar aceleração na variação de preços, no mesmo período, foi Salvador (de 1% para 1,2%).Na cidade de São Paulo, os preços subiram 0,30% no índice de até 31 de maio, após avançarem 0,36% no indicador de até 22 de maio. Além da capital paulista, houve quedas e desaceleração de preços em Belo Horizonte (de 0,12% para -0,16%); Porto Alegre (de 0,49% para 0,35%); Recife (de 1,06% para 0,85%); Rio de Janeiro (de 0,39% para 0,34%) e Brasília (de 0,29% para 0,23% ).
Embora todas as cidades contribuam para a formação da taxa do indicador, a inflação na cidade de São Paulo é a de maior peso no cálculo do IPC-S, cujo resultado total também registrou desaceleração, de 0,46% para 0,39%, entre a terceira e a última prévia de maio, conforme anunciado ontem pela FGV
O coronel da Aeronáutica Jorge Amaral, da Força Aérea Brasileira, informou há instantes, em Brasília, que dois aviões C-130 da Aeronáutica identificaram, na madrugada desta terça-feira, pelo radar, “indicações” de materiais metálicos e não metálicos flutuando no oceano, na região em que teria desaparecido o Airbus do voo 447 da Air France.Amaral, que está atuando como porta-voz da Aeronáutica na divulgação de informações sobre o caso, disse que foram recebidos pelo radar sinais de “uma poltrona de avião, pequenos pedaços brancos, uma boia laranja, um tambor e vestígios de óleo e querosene.” Segundo o coronel, “os locais foram marcados por coordenadas geográficas para o retorno da busca, 650 quilômetros a nordeste da ilha de Fernando de Noronha”.
O oficial frisou que ainda não é possível afirmar, “juridicamente falando”, que os materiais sejam do Airbus da Air France. Ele explicou que, para se ter essa certeza, será necessário que se retire da água “uma peça que tenha o número de série correspondente”.
O coronel disse ainda que os aviões C-130 avistaram os materiais por volta das 5h25 desta terça-feira, outros materiais, em dois pontos distantes cerca de 70 quilômetros um do outro. Acrescentou que o Comando da Aeronáutica mantém 10 aeronaves nas ações de busca.
A Air France afirmou, em comunicado divulgado nesta segunda-feira, que o avião desaparecido que partiu do Rio da Janeiro e seguia para Paris sofreu uma “falha elétrica”. O voo AF447 da Air France-KLM desapareceu na costa brasileira, com 228 pessoas a bordo.A empresa franco-holandesa informou que um curto-circuito ocorreu, após a aeronave passar por uma forte turbulência. A Air France aponta que o avião foi “provavelmente atingido por um raio”. Segundo o texto, o avião passou por uma tempestade por volta das 23h de domingo (de Brasília). Uma mensagem automática sinalizando o curto-circuito foi enviada às 23h14. A aeronave deveria ter aterrissado no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, às 6h10 (de Brasília).
O avião levava 216 passageiros, dos quais 126 homens, 82 mulheres, sete crianças e um bebê, além de 12 tripulantes. Inicialmente, foi divulgado o número de 231 pessoas a bordo, mas o número de tripulantes foi corrigido para 12, e não 15, como apontado inicialmente. A Força Aérea Brasileira (FAB) já confirmou que realiza buscas para localizar o avião.
O deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho, do PSB, acaba de renunciar ao cargo de de deputado estadual. A informação foi confirmada pelo presidente da Assembleia, deputado Nelson Justus.Com a renúncia, Ribas Carli Filho perde a imunidade parlamentar e passa a responder ao processo do acidente que provocou a morte de dois jovens, na Justiça Comum.
O documento foi entregue pelo seu advogado, Roberto Brzezinski. Carli Filho encontra-se internado para tratamento de saúde no Hospital Albert Einstein, na cidade de São Paulo, desde o último dia 10.
Nesta sexta-feira, encerrava-se o prazo para a apresentação da defesa de Carli Filho junto à Corregedoria-Geral da Assembléia, na sindicância aberta pelo corregedor-geral, deputado Luiz Accorsi (PSDB), e pela Mesa Executiva, no último dia 18 de maio.
No ofício ao presidente Nelson Justus, Carli Filho comunica:
“Sr. Deputado Nelson Justus, digníssimo presidente da Assembléia Legislativa do Paraná e Colenda Assembléia Legislativa, renuncio perante Vossa Excelência ao mandato que o povo paranaense me outorgou nas eleições de 2006 e nas quais tive a honrosa escolha de ser o parlamentar mais jovem da atual legislatura.”
Ao tempo em que afirma que o destino reservou-lhe “a trágica surpresa” de se envolver, “sem minha vontade direta ou indireta, no acidente que causou a morte de duas pessoas, jovens como eu”, Carli Filho transmite “a todos os seus familiares e amigos o meu sentimento de solidariedade espiritual” e informa que aguardará o processo e julgamento “sem prerrogativas funcionais ou privilégios de qualquer ordem para receber, como cidadão comum, a sentença que as circunstâncias do fato e a sensibilidade da Justiça determinarem”.
Depois de receber o ofício de Carli Filho, o presidente Nelson Justus afirmou que lerá o documento de renúncia na sessão plenária de segunda-feira e convocará o suplente para assumir, na próxima semana, o mandato de deputado estadual, que se estende até 31 de janeiro de 2011.
“Cabe a mim, como presidente da Assembleia, cumprir com o que determina a lei e, como homem e pai de família, eu lamento profundamente essa tragédia que levou as vidas de dois jovens e deixou marcas profundas e permanentes em três famílias, às quais ofereço, uma vez mais, a minha solidariedade pessoal e também a da instituição que presido”, disse Nelson Justus.
“A Assembléia Legislativa cumpriu e seguirá cumprindo, na condição de Poder que representa o povo do Paraná, com todas as suas obrigações constitucionais, regimentais e morais”, lembrou Justus.
O corregedor-geral, deputado Luiz Accorsi, informou que, diante da renúncia, a sindicância que conduzia para apurar eventual quebra de decoro parlamentar de Fernando Ribas Carli Filho fica extinta por perda de objeto.
Nascido em Guarapuava há 26 anos, Fernando Ribas Carli Filho foi eleito em 2006 para o mandato de deputado estadual com 46.686 votos, dos quais 37.386 na sua cidade natal. Acadêmico de Publicidade e Propaganda, é filho de Fernando Ribas Carli, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e atual prefeito de Guarapuava, em cumprimento ao seu terceiro mandato.
A série de demissões provocada pela crise no final de 2008 e começo de 2009, começa a apresentar reflexos na Justiça do Trabalho do Paraná. No primeiro quadrimestre deste ano, houve um aumento médio de 10% no número de novos processos, com destaque para as cidades menores.
Foram ajuizados, de janeiro a abril deste ano, 37.868 processos nas 82 Varas do Trabalho do Estado. No mesmo período do ano passado, a Justiça somou 34.355 novos processos.
Em algumas Varas do Trabalho do Paraná o movimento processual chegou a triplicar. Na Vara de Trabalho de Jaguariaíva houve o ajuizamento de 287 novos processos de janeiro a abril deste ano e apenas 92 nos primeiros quatro meses do ano passado. Um aumento de 211%.
“As inevitáveis consequências da crise econômica mundial acabam chegando à Justiça, que reflete, cada vez mais, as dificuldades nas relações de trabalho”, explica a presidente do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, desembargadora Rosalie Michaele Bacila Batista.
Assim como Jaguariaíva, outra região que constatou o acréscimo do número de novos processos trabalhistas é a pertencente à Vara do Trabalho de Rolândia. No primeiro quadrimestre foram ajuizadas 663 novas ações, enquanto no mesmo período de 2008 foram 350, revelando aumento de 89%.
“O que se pode perceber é que, pelo menos em relação à distribuição de novas ações trabalhistas, as cidades menores são as que no momento mais estão sendo afetadas”, explica a presidente do TRT. A afirmação da desembargadora tem como base o movimento registrado nas 20 Varas do Trabalho de Curitiba. Foram 9.576 novos processos ajuizados de janeiro a abril contra 9.225 em 2008.
Mas se computados o volume de processos de todas as varas de trabalho de Curitiba e Região Metropolitana houve um pequeno aumento 6,01%. Foram 13.476 processos nos quatro primeiros meses deste ano contra 12.711 de igual período do ano passado.
O discurso dos deputados flagrados com carteira de motorista suspensa por excesso de multas foi um só: “Não costumo dirigir meus carros….As multas são de meus funcionários….”; ou seja, são todos inocentes. Parecia até que os 20 deputados estaduais denunciados pelo Jornal Folha de Londrina com carteira suspensa (com ou sem recurso) haviam se reunido, minutos antes, para combinar a mesma fala.
O presidente da Assembleia, deputado Nelson Justus (DEM), (que tem 41 pontos na carteira, mas com recurso) disse nesta segunda-feira (25) que não há motivos para desmontar a Comissão de Ética que pode julgar o processo de cassação do deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB), mesmo depois da denúncia que quatro dos cinco integrantes receberam notificação do Detran-PR de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O único membro da comissão que não está com a habilitação em risco é Mauro Moraes (PMDB). “Não vamos exagerar”, disse Justus ao colocar a culpa em seus funcionários.
O deputado estadual Pedro Ivo Ilkiv (PT), presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa, que vai analisar o pedido de cassação do deputado do PSB, chegou a colocar o cargo à disposição.
”Se os familiares das vítimas ou o presidente da Casa entenderem que minha participação está comprometida, deixo o cargo tranquilamente”, declarou. Ilkiv tem 16 pontos na carteira e uma notificação de suspensão direta por conta de uma infração gravíssima ocorrida em 2003.
Outros três membros da Comissão também possuem notificação de suspensão. Stephanes Júnior (PMDB), que tem 55 pontos na carteira, questionou os dados divulgados pela FOLHA: ”São multas de toda minha vida como motorista. Foi um dado mal levantado”. Quando a repórter da FOLHA disse que as informações publicadas foram fornecidas pelo Departamento de Trânsito (Detran) e que não havia a possibilidade das multas terem se acumulado nos últimos 20 anos, Stephanes Jr chegou a discutir com a repórter dizendo que ela estava desinformada.
Já Osmar Bertoldi (DEM) informou que os 24 pontos que possui na carteira são de responsabilidade de outras pessoas que utilizam seus veículos. ”Eu não dirijo. E também não acho que seja caso de demitir o funcionário que cometeu uma infração”, explicou.
Além de Bertoldi e Justus, Bete Pavim, que tem 72 pontos na carteira, também usou esse argumento. Mas todos foram questionados por que não apresentaram os condutores ao Detran como possibilita a lei e, assim, evitado este constrangimento. Pavim justificou: “Deixei passar batido”.
Mas pérola mesmo quem soltou foi o deputado Durval Amaral, do Democratas. Ele tem ficha limpa no Detran, mas saiu em defesa dos colegas de carteira cassada, com o seguinte argumento: “A culpa é da indústria das multas. Temos 8% dos motoristas do Paraná com a carteira suspensa, por que cobrar só dos deputados?”, questionou o inconformado Amaral.
O barulho foi grande, o constrangimento também, mas a tendência é que apesar de tudo isso , nenhuma mudança aconteça na tramitação do processo de cassação de Carli Filho. Só uma coisa deve mudar, pelo menos nos próximos dias: a rotina dos deputados “sem carteira”. Duvido que algum destes tenha a coragem de sair dirigindo seu próprio carro, do trabalho para a casa, diante da possibilidade de dar de cara com um fotógrafo mais atento.