Michael Jackson está morto e me parece que com ele vai também uma parte da alma da indústria cultural, esta do todo-dia. Meu pai lamentou, “morreu um preto”, apesar da pele translúcida dos últimos clipes. O vitiligo sempre esteve sob a suspeita de uma cafonice existencial. “Era possível?”, perguntei ao dermatologista, “daquele jeito não”, respondeu. Doutor e artista compartilham: é o jeito que não vale, a forma. O gravurista achou ridículo um ataque cardíaco, “que morte ridícula”. Sofremos um golpe.
Completam-se agora vinte e quatro horas de manchetes sucessivas. Desdobramentos do desdobramento anterior, volumes cadenciados, toques pré-editados. Emblemática: “Uma vida de fantasia e tragédia” – o cara não era cantor? O Los Angeles Times não menciona. Na chamada, no título, na gravata. Nada.
Beat It, Billie Jean, Thriller, sucessos nas paradas. Zapeando parei na Educativa, o Michael era vivo ainda, uns anos atrás. Um velho naquele tom marcha lenta da sabedoria etária dizia que os Estados Unidos não usavam mais porta-aviões, era muito caro. Mandavam o Michael, a Madonna. Duplinha. Mandavam o Adorno, o Horkheimer. Duplinha por minha conta.
Os sinais da exaustão ficaram óbvios. Tropecei neles ao sair de casa, na porta dos bares, nos corredores do discurso desdobrado. Cansamos o espetáculo, de tanto consumi-lo, incansavelmente, devorando cada epígrafe, letra por letra, semanticamente ignorantes, palavra por palavra, significações pressupostas, Susana Vieira foi traída por um homem cocainômano.
Michael Jackson está morto e me parece que com ele vai também uma parte da alma da indústria cultural, esta do todo-dia. É necessário guardar o cadáver ainda fresco embaixo da notícia. Há uma semana, talvez duas, li na internet, site de fofoca, “o sucessor é o Justin Timberlake”. É assim mesmo, a rotinização dos insultos, o processos produtivo das comparações compulsórias, newsmaking. Mal de jornalista, eu dou primeiro, depois vou embora, tarde demais, o próximo Michael não é de verdade, nem nunca será, antes de terminar o receptor estará a dez quarteirões de distância publicando seu ódio.
Passamos os últimos anos tirando a legitimidade de nossas escolhas. O público que se dane, a gente pensa quando bebe umas com os colegas, especialmente os comunistas e os reacionários, somos cartesianos nas definições que se resumem à boa composição das frases, de modo que se tenham mais alguns segundos de atenção para, no momento seguinte, sentir aquele frio na coluna da consciência nos chamando de imbecis. Foi sempre o Homer Simpson, espectador do Nacional, que mandou. Os gráficos da audiência sempre valeram mais, mas é sempre no cu do jornalista.
O caixão do Michael, tomara seja branco, é também um símbolo inconsumível de que todas estas palavras estão muito mal colocadas.
O resultado do concurso cultural “The James Game” sai neste domingo, no James Bar. Três artistas curitibanos instalaram quatro manequins: Julie, Niki, Marcos James e Jimmy Lenox. Eles tem figurinos, profissões e personalidades.
A intenção dos artistas do grupo “pelospublicos” é elegar o mais pop. A votação fica aberta no site www.pelospublicos.art.br até às nove da noite de domingo. O resultado será divulgado na presença dos candidatos, logo depois, no James Bar. A entrada custa oito reais. O James Bar fica na Vicente Machado, 894, no Batel Soho.
Quatro manequins instalados em uma boate, com nomes, figurinos, profissões e personalidades. A intenção dos produtores é saber qual é o mais popular e, para isso, as votações são feitas pela internet.
O conjunto integra o que se convencionou chamar de intervenção, assunto recorrente nas aulas de arte. Pegar o receptor de surpresa, obrigá-lo a enxergar, dar um soco na boca do estômago, e, desta vez, foram os James.
Julie, Niki, Marcos James e Jimmy Lenox freqüentam o mesmo lugar, o bar. Tem tipos, são gente.
O cabelo do Jimmy Lenox, por exemplo.
“Eu estudo moda”, ele diz. Ela responde “achei que você era DJ”. “Eu faço curso”, na lata dela. Jimmy é baladeiro de libra. Dos James de sobrenome Niki é a mais velha. Niki James, 23 anos, produtora de moda. Então J. James: estudante de filosofia, aos 20 adora livro. Ela fez um sticker escrito Escorpião. Atenção, Marcos é de touro, tem 26, discos de vinil e trilhas de cinema.
O resto é por conta do receptor que entrou na boate e agora pode eleger “o favorito”.
O projeto é dos artistas do “pelospublicos”, um pessoal que mexe com arte. Ana Paula Belenzier, Lilian Döring e Ata Hostin são gravuristas por formação, juntos há sete anos. O encontro foi na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Criaram o “James Game” ao mesmo tempo em que editam um filme de terror, o “Adágio Místico”, que deve ser até o fim deste ano.
Quem participa da votação ganha prêmios como boate grátis por quatro meses, aos domingos; kits e drinks na faixa. A eleição corre até domingo. Para votar, acesse o site www.pelospublicos.art.br.
Maio de 2009 entrará para a história como o mês em que conhecemos a tecnologia mais importante para a vida no Século 22. Uma pesquisa que vem sendo divulgada de forma discreta está destinada a ser divisor de águas na utilização de energia. Cientistas decifraram a estrutura de moléculas de clorofila. O trabalho foi feito em bactérias, mas abre a porta para aquilo que será uma revolução comparável à invenção da roda: a fotossíntese artificial.
Seremos a primeira geração da Sociedade Solar, única configuração capaz de resolver o anátema da entropia que pesa contra qualquer esforço de sustentabilidade. Entropia, como lembramos, é a segunda Lei da Termodinâmica e, em última instância, ela nos diz que não é verdade que nada se perde, nada se cria… Uma parte da energia se perde, sim, para o trabalho, em toda transformação. Inclusive a energia solar. Só que, nesse caso, nosso problema de sustentabilidade de transfere para uma escala de tempo, digamos, galática. No dia em que a energia do Sol se extinguir, a sustentabilidade será o menor dos nossos problemas.
A energia solar, em uma escala de tempo humana, pode ser considerada infinita.
É matematicamente impossível prover sustentabilidade em escala global com a necessidade enorme e crescente de obtenção de energia. Criar uma técnica para fazer fotossíntese artificial significa dar à humanidade um estoque de energia que ela não será capaz de gastar. Significa libertá-la de todos os combustíveis e, possivelmente, da necessidade de transporte da energia. Parece ficção científica, não é? De acordo com o boletim Inovação Tecnológica (www.inovacaotecnologica.com.br), o estudo será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
O designer Rafael Morgan lançou o olhar sobre o desentupidor, um objeto prosaico, esquecido e absolutamente sem glamour, e reciclou sua imagem. Inspirou-se no filme Psicose, de Alfred Hitchcock (Psycho, 1960) e misturou o objeto mais famoso (e sinistro) da cena, a faca, com o outro que não aparece no filme mas certamente estava presente no banheiro. Está no Obvious, especializado em design (http://blog.uncovering.org/archives/2009/04/desentupidor_de_canos.html), já com o link para a cena do chuveiro.
A polícia paranaense prendeu nesta segunda-feira, 13, um rapaz de 18 anos suspeito de seqüestrar, manter em cárcere privado e estuprar uma adolescente, de 15 anos, em fevereiro deste ano. Ele foi detido por policiais, por ordem judicial, no bairro Vilas Populares, em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba.
O delegado Voltaire Garcia explicou que o seqüestro aconteceu em 10 de fevereiro, quando a menina passava pelo bairro. Segundo ele, durante uma semana o suspeito cometeu diversos crimes contra a adolescente. “Ele a manteve em presa e a estuprou, além de fazê-la beber bebidas alcoólicas e fumar maconha. Nesse período, ele também fez ameaças à família da jovem”. Ainda segundo o delegado, a adolescente conseguiu fugir em 16 de fevereiro, por volta das 4h. “Ela contou que permaneceu escondida em um matagal até ser ajudada por um vizinho, que a reconheceu, e entrou em contato com a família”, explicou.
A promotoria pública paranaense denunciou oito pessoas acusadas de envolvimento no atentado contra a Juíza de Arapoti, comarca na região dos Campos Gerais. No dia 19 de novembro de 2008, a casa da juiza foi atingida por diversos tiros. O crime ocorreu semanas depois da realização de uma operação do Ministério Público na cidade, quando foram presas 23 pessoas – entre elas um delegado, um escrivão, investigadores de polícia e policiais militares, além de traficantes e autores de roubos.
O MP-PR denunciou Leandro Jonas, Thiago Ray da Silva, Adilson maia, Norivaldo da Silva, Wagner Campolin de Melo, Marcelo Justiniano dos Reis, Everaldo Josauro Prestes Cordeiro e João Alberto Paulika pelos crimes de quadrilha, coação no curso do processo e roubo (tentado e consumado), entre outros. A ação penal foi protocolada junto à Vara Criminal de Arapoti, onde o processo deve tramitar.
Celular – As investigações sobre o atentado contra a casa da Juíza foram concluídas pelo na semana passada. Os autores seriam integrantes de uma quadrilha especializada em roubos a residências e caminhões que atuava em Arapoti e municípios da região, com articulação inclusive na Cadeia Pública da cidade – foi apurado que até a ordem para o crime contra a Magistrada partiu de um dos presos, via telefone celular.
As exportações paranaenses diminuíram nos itens que geram maior valor agregado, ou seja, nos produtos industrializados, de acordo com dados do relatório mensal do desempenho do comércio exterior paranaense, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). As vendas de produtos manufaturados para o exterior diminuíram 41,09% no comparativo entre o primeiro trimestre do ano e o mesmo período de 2008.
No entanto, comparando-se os últimos 12 meses (abril de 2008 a março de 2009) contra os 12 meses imediatamente anteriores (abril de 2007 a março de 2008), o maior aumento se deu na exportações de produtos básicos (26,36%), ressaltando o perfil do Estado de exportador de matéria-prima.
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Aqui na Jornalismo FM a gente não vive de ontem. O passado só serviu pra nos trazer até aqui e, agora, não tem “xixi minha nega”, como dizem uns do interior: o que nos importa é a informação e gostamos muito de trabalhar com isso. A Jornalismo FM se fez com o esforço de cada parte, cada um contribuiu com o que podia e ninguém deixou de entregar o melhor.
Ainda estamos instalados em uma churrasqueira, de onde transmitimos um noticiário diário, às nove da manhã. Para um começo, estamos muito bem, obrigado. Temos um legítimo laboratório tecnológico. Uma rede sem fio de alta velocidade para a redação, um serviço de streaming, podcasts no site, fizemos até este filminho. A gente gosta de experimentar, mas aqui ninguém é amador. Bem, venha para o nosso lado. Nós trabalhamos para você.
Descrição no site do Vimeo De repente nos vimos começando tudo de novo. Em 14 de fevereiro fizemos os primeiros testes de transmissão pela internet e gravamos algumas chamadas. A semana que seguiu foi de ainda mais trabalho. Foram dias de muito empenho e também muito agradáveis.