Chuva forte ou fina, à tarde, de manhã ou à noite – para ajudar a dormir. Alguém se lembra qual foi a última vez que não choveu por um dia inteiro? Cada lugar, objeto ou pessoa, tudo está úmido nesta cidade.
O blog Royal Pingdom fez uma contagem sobre a incessante movimentação de informação na internet ao longo de 2009. Os números são gigantescos.
Números que dão o que pensar… na nossa segurança.
No ano de 1960 o maior terremoto da história mundial foi registrado no Chile, atingindo 9,5 graus na escala Richter, matando quase 7.500 pessoas. Desde então, outras tragédias naturais têm sido registradas, com o número de mortos sendo sempre imensamente superior àquele do início da década de 1960.
No fim do ano de 2004, os tsunamis na Ásia, mataram mais de 160.000 mil pessoas. No ano de 2008, pouco antes dos Jogos Olímpicos, a China sofreu o maior terremoto de sua história, com 9.000 mortos.
O início desta nova década tem apresentado fenômenos climáticos e desastres naturais intensos, com nevascas no hemisfério norte que questionam os mais céticos e fazem com que os preocupados com o aquecimento global se dêem um intervalo. Nos países tropicais, as chuvas de verão causam enxurradas e soterramentos indistintamente.
Por fim, os tufões e furacões, que costumam ter épocas certas para aparecer, têm se esquecido do calendário nos últimos anos, levando literalmente pelos ares bens e males da humanidade.
As chuvas, as nevascas, os terremotos, os tufões e furacões levam embora casas, carros, morros e árvores, além de vidas humanas. Como se o que eles levam já não fosse muito, eles conseguem levar ainda mais. Pessoas que choram as suas perdas materiais e os seus mortos, acabam, de alguma forma, algum dia, recuperando forças e reconstruindo suas vidas. Adquirir novos bens e ter novos documentos, mesmo com dificuldade extrema, acaba acontecendo. E os sobreviventes retomam suas vidas ou o que sobrou delas. Mas existe algo que acaba indo embora e não retorna : a memória. Nossas vidas são guardadas em pequenos pedaços de papel, desde o dia em que nascemos, ou ainda antes dele. Ao longo dos anos, nossos pais vão juntando fotografias que, com o tempo, nós aprendemos a guardar e às quais vamos adicionando outras, na medida em que os momentos importantes da nossa vida vão chegando.
Os fenômenos climáticos e desastres naturais levam embora também as nossas memórias, as nossas lembranças em fotografias. São parte importante do nosso passado, da nossa história. E será muito difícil recuperar.
Na primeira vez que visitei a Polônia, há quase 10 anos, durante um passeio pela capital do país, Varsóvia, pude ver de perto as partes destruídas pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial. São edificações que foram recuperadas e outras, propositadamente, deixadas para que os que viessem depois pudessem ver o que aconteceu. Mas o mais curioso do meu passeio foi poder comprar em lojas para turistas cartões postais com fotos da cidade, divididos em duas partes : uma metade do cartão postal mostrava um local da cidade, fotografado após o fim da guerra, em preto e branco, com a destruição visível. A outra metade do mesmo cartão postal continha a foto, agora colorida, tirada do mesmo ângulo, mostrando o mesmo local, reconstruído anos depois. Não foi o vento que levou aquelas vidas e aquelas edificações embora. Não foi um terremoto nem tsunami mas algo muito pior que qualquer fenômeno climático ou desastre natural. Foi a guerra. E, mesmo assim, de forma criativa e até didática, os sobreviventes encontraram uma maneira de perpetuar a história e o passado.
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O mercado brasileiro de tecnologia é muito caro, se comparado a outros países. E não adianta culpar a carga tributária, que é alta mesmo. Mas, vários produtos tem incentivos fiscais, que não refletem-se no preço.
Em média, pagamos de 3 a 5 vezes mais por um produto.
O brasiliero é “pagão”!!!
O teclado e o mouse podem perder de vez sua relevância, com a maturidade das tecnologias touch-screen e de reconhecimento de voz. O CES já sinalizou isso e o MacWorld, que acontece mês que vem, deve ter o anúncio do tablet da Apple, acirrando de vez a concorrência no segmento de computadores portáteis com navegação natural entre programas e na internet.
Chegou a hora de resgatar o que Michelangelo antecipou ao pintar “A Criação de Adão” e relembrada por Steve Jobs em 2006, quando do lançamento do iPhone: o melhor dispositivo para apontar algo não é o mouse, e sim o dedo. Desde sempre, só por poucos anos substituida artificialmente pelo tal de mouse…
Brasília – O presidente Lula sanciona hoje (12), às 15h30, no Centro Cultural Banco do Brasil, a lei que cria a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). A universidade terá aulas em português e em espanhol e oferta diferenciada de cursos. O objetivo dos cursos é apoiar o desenvolvimento sustentável e promover a integração da América Latina. A universidade, a ser instalada em Foz do Iguaçu (PR), terá 50% de professores e alunos brasileiros. Os demais serão dos outros países da região. A meta da instituição é contar com 10 mil alunos em cinco anos. (mais…)
Na última semana de 2009, no jornal espanhol El País, o título da coluna de Andrés Oppenheimer era : “Idéias não tão loucas para 2010 !” . O escritor e jornalista, nascido na Argentina, mas com formação nos Estados Unidos, diz que, enquanto viajava pelo mundo durante o ano, aprendeu coisas que gostaria de compartilhar com os leitores.
E eu tomei a liberdade de transcrevê-las, em Português, por acreditar que o jornalista tem razão quando diz que algumas idéias são tão simples que podem parecer bobas. Seguem algumas delas :
A América Latina nunca resolverá os seus problemas de pobreza se não melhorar os seus padrões educacionais.
Necessitamos de um PEB – Os economistas medem o progresso dos países de acordo com o PIB. Mas a América Latina nunca resolverá os seus problemas se não melhorar a educação, porque, por mais que a sua economia cresça, os benefícios do crescimento não chegam aos que não tem educação suficiente para conseguir empregos no setor formal da economia. Está na hora, segundo Andrés Oppenheimer, de se criar um Produto Educativo Bruto, o PEB, e que seja um instrumento de medição tão ou mais importante que o PIB.
O que mais vale são as idéias – Ainda que a maior parte das exportações latino-americanas seja de matérias-primas ou de produtos manufaturados, a economia mundial recompensa cada vez mais os que produzem novos conceitos. Inovação é a palavra-chave do futuro. Em recentes viagens que fez ao Peru e à República Dominicana, o jornalista percebeu que os fabricantes têxteis locais que exportam camisetas e jeans para multinacionais em Nova York, ficam com menos de 20% do preço final destes produtos nas lojas americanas. Mais de 80% do preço final vai para os que criaram as marcas, o design, a publicidade e realizaram outras tarefas não braçais. Está na hora de os países latino-americanos agregarem mais valor às suas exportações.
Pode-se ensinar Inglês e outras línguas gratuitamente – Nas viagens que fez à Finlândia, Suécia e Israel, o jornalista surpreendeu-se com as respostas que recebia quando perguntava por que tanta gente fala Inglês nestes países, facilitando a sua inserção na economia global : ”Muito fácil”, respondiam. “Nós não dublamos os desenhos animados da televisão e nossos filhos se acostumam à língua Inglesa desde o berço”.
O título da coluna do jornalista é claro : são idéias. Não se trata de lista de desejos, nem de resoluções ou decisões para o novo ano. Mas são pensamentos que podem evoluir. Uma realidade que pode não estar tão distante.
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Dois produtos irão concentrar as atenções dos consumidores ao longo de 2010 em todo o mundo. As duas tendências são os eBooks (já cantada a bola nesta coluna) e o furacão de vendas do Wii na Amazon.
O mundo dos livros e dos games nunca mais será o mesmo!
A nossa coluna faz uma Retrospectiva africana de 2009. Apesar da instabilidade que marcou alguns países em África, não podemos ignorar que também houve grandes avanços sociais e económicos. O maior desafio a meu ver é a questão da divida externa, associado a má governação.
Esperamos que 2010 traga a paz e o desenvolvimento para continente negro.
Abraço e feliz 2010