PENSAGENS – FÁBIO MARCHIORO
Ela morava em um edifício amarelo, decadente. Estava descalça, usava só uma saída de banho azul marinho e disse que se chamava Alice. Não sobrou dinheiro para o presente do Augusto, meu amigo secreto daquele ano. Dei só uma desculpa, pois Alice ficou com tudo. Deixei, como ela pediu e segundo a tradição, em cima da mesinha de cabeceira. Alta, comparada ao colchão que ficava no chão.
(A ilustração é uma tela de Juarez Machado. O TEXTO DO FÁBIO CONTINUA AQUI: ###)