Durante a semana todos corremos de um lado para o outro, em meio ao concreto da “cidade”, e no final de semana alguns podem descansar. Ultimamente tenho frequentado os parques da cidade, pois muitos curitibanos vão a estes espaços em busca de lazer. Lá praticam exercícios, passeiam sozinhos ou acompanhados, brincam como crianças ou apenas buscam algum tipo de contato com a natureza, mesmo que esta seja construída.
Esse sistema de publicação é ótimo para muitas fotos, mas não sei se ele ajuda aqui no JornalismoFM. De qualquer forma, é uma chance da audiência conhecer mais do seu trabalho!
Tem uma diferença de mensagem das duas primeiras para a última. O galhinho contra a luz é uma idealização bucólica da natureza, meio que dizendo que o fotógrafo, nesse contexto de lazer de domingo, considera saudável aos curitibanos ocupar os parques da cidade. É incrível como a sucessão de apenas três fotos implica numa ética do artista, hein?
Esses dias atrás ouvi Milton Guran dizendo – e concordo com ele – que fotografia é um ato de generosidade, pois a imagem se forma, antes, na cabeça do fotógrafo e este usa a câmera para registrá-la e, assim, mostrar para os outros. Todas as imagens transparecem a ética do fotógrafo, mesmo as singulares.
Fiz as imagens de acordo com o que eu sentia, parte da natureza que me atraiu nesse dia foi a dos galinhos no contra-luz – e a das pessoas circulando um lago. Ao selecionar o mundo (tempo-espaço) com a câmera, e depois na edição das imagens que compõe a sequencia, o fotógrafo o faz a partir de uma visão sua de mundo e com algum objetivo determinado – no meu caso, ilustrar um domingo curitibano típico.
Se eu considero saudável usar os parques? Sim. Espaços públicos devem ser criados e usados. Não creio que seja o único ou o melhor espaço de lazer.