O ditador Muammar Kadafi quer transformar a União Africana em um governo único para o continente africano, nos moldes da União Européia.
A proposta é desprosital porque, primeiro, vem de um ditador e, depois, não leva em conta as características políticas do continente atualmente.
Policiano, eu também sou daquelas que defende que existem outros aspectos importantes a serem trabalhados e priorizados: aspectos sociais, políticos e culturais, estes sim merecem ser analisados mais profundamente diante desta exorbitante vontade de criar estados unidos da África, que irá proporcionar guerras de egos. Outra coisa temos que lembrar da descompactibilidade , política, social, econômica e cultural nesses 53 países africanos que é gritante, cada país do continente tem suas especificidades,bem lembrado por ti, de que a maioria deles saíram do processo da independência também específica, uns teve bônus outros nem tanto. Entretanto, os bônus e ônus resultante da longa luta de libertação nacional, da conquista das independências, assombra na sua maioria cada um desses países cada qual a sua maneira. A disparidade no que refere ao desenvolvimento social, econômica e até política, são caracteres sui generis que não podemos ignorar diante da ambição de criar focos de poder fortes que criará autonomia de certos em relação aos outros.
Em 2006, teve na cidade de Salvador da Bahia, o Congresso de Intelectuais Africanos e da Diáspora-CIAD, vieram dos mais diversos países as representações dos chefes dos estados africanos, ensaiados num só coro, “criar Estados unidos da África”, como forma de fortalecer contra as imposições que vêem de fora. Ora, que imposição que vem de fora? Senão dos próprios lideres africanos ditadores. A UA (União Africana) está tentando se impor enquanto organização de Staff no continente africano, e cada conflito que explode em um canto, evidencia a sua tamanha fragilidade, por que a sua credibilidade está defasada. Neste âmbito, somos ainda instigadas a fazer outras perguntas: quem vai dirigir esse estados unidos da África? Como serão vistos as representações dos países com fraca barganha econômica? Em que medida estes serão vistos como parceiros desse estado unido africano, ou se fará de conta que eles são apenas membros?
Acho que você precisa continuar esse debate que é de expressiva significância na contemponeidade, enfatizando mais a fragilidade da OUA(Organização Unidade Africana) que virou depois UA(União Africana), e questionar quais são as providencias tomadas por esta na resolução dos conflitos/golpes/corrupções nos quatros cantos do continente. Cabe por outro lado, frisar a nossa imaturidade para criar estados unidos da África, se bem que nem uma organização a exemplo de UA podemos dar vida/legitimidade e credibilidade, que fará estados unidos da África diante de enormes problemas que temos, e que ainda fazemos de conta que estamos resolvendo aderindo a uma democracia selvagem, intercalados de sucessivos golpes de estados e autoritarismo, sem falar da corrupção e ditadura, que o próprio Kadafi é exemplo. O que deve ser feito é dar seguimento a UA, ou seja, revitalizá-lo, fortalecer os seus objetivos, criar comissões e subcomissões para desenvolvimento dos países emergentes na África, criar grupo de intervenção para os problemas que nos assolam que não são poucos, criar sansões para políticos corruptos etc., etc., etc.
Parabéns!Segue em frente o caminho é esse!