Maio de 2009 entrará para a história como o mês em que conhecemos a tecnologia mais importante para a vida no Século 22. Uma pesquisa que vem sendo divulgada de forma discreta está destinada a ser divisor de águas na utilização de energia. Cientistas decifraram a estrutura de moléculas de clorofila. O trabalho foi feito em bactérias, mas abre a porta para aquilo que será uma revolução comparável à invenção da roda: a fotossíntese artificial.
Seremos a primeira geração da Sociedade Solar, única configuração capaz de resolver o anátema da entropia que pesa contra qualquer esforço de sustentabilidade. Entropia, como lembramos, é a segunda Lei da Termodinâmica e, em última instância, ela nos diz que não é verdade que nada se perde, nada se cria… Uma parte da energia se perde, sim, para o trabalho, em toda transformação. Inclusive a energia solar. Só que, nesse caso, nosso problema de sustentabilidade de transfere para uma escala de tempo, digamos, galática. No dia em que a energia do Sol se extinguir, a sustentabilidade será o menor dos nossos problemas.
A energia solar, em uma escala de tempo humana, pode ser considerada infinita.
É matematicamente impossível prover sustentabilidade em escala global com a necessidade enorme e crescente de obtenção de energia. Criar uma técnica para fazer fotossíntese artificial significa dar à humanidade um estoque de energia que ela não será capaz de gastar. Significa libertá-la de todos os combustíveis e, possivelmente, da necessidade de transporte da energia. Parece ficção científica, não é? De acordo com o boletim Inovação Tecnológica (www.inovacaotecnologica.com.br), o estudo será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.