1.abr.09 às 12h30 | Por
Heliberton Cesca, em
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Os grandes geradores de lixo na região de Curitiba, como supermercados e fábricas, não poderão mais depositar dejetos no Aterro da Caximba a partir do dia 15 de abril. A determinação foi dada pela secretaria do Meio Ambiente da cidade e é mais um sinal do apagão do lixo na região metropolitana e na capital paranaense.
O Aterro da Caximba deve receber as mais de duas mil toneladas de lixo geradas por dia até a metade do ano, depois disso não há previsão de onde colocar nosso lixo. As empresas, que geram mais de 600 litros de resíduos por semana, pagam para colocar os dejetos na Caximba e, agora, terão que encontrar um novo depósito. A Caximba está sobrecarregada e teve a vida útil prorrogada diversas vezes pelo Instituto Ambiental do Paraná por não haver uma solução para a montanha de resíduo gerado.
O projeto da construção de uma Usina de Reciclagem está atrasado e o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos ainda não escolheu a empresa que irá construir e administrar o projeto. Nem o local onde a usina será construída foi definido. O IAP ainda está analisando duas áreas, uma em Curitiba, próxima ao Aterro da Caximba, e outra em Fazenda Rio Grande.
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O luxo do lixo
- Antônio Conselheiro previu que “o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão “.
- Nostradamos previu o fim do mundo.
- Há cerca de um ano temos ouvido a advertência enfática de Gladimir Nascimento sobre o desastre que seria termos a cidade de Curitiba associada a um descaso tão catatroficamente previsível. Infelizmente, no texto acima, expressões como “não há previsão”, “teve a vida útil prorrogada” – tal qual alguns ônibus do sistema de transporte -, “por não haver uma solução”, “ainda está analisando” já não nos causam indignação. A administração municipal se dá ao luxo e transferir a responsabilidade continuamente.
Parabéns pela excelente atuação e constante acompanhamento deste jornalismo sério.