Já estão em liberdade os dois funcionários terceirizados da Copel e um antropólogo mantidos como reféns pelos índios da aldeia Barão de Antonina, em São Jerônimo da Serra, Norte do Paraná. Eles foram soltos do cárcere privado depois que funcionários da Funai estiveram na aldeia.
Os três viraram reféns desde quinta-feira da semana passada porque os índios queriam reajustar o valor que a Copel paga à aldeia por manter 14 torres de transmissão no local. José Almir Torres Quintanilha e Valmiron Torres Quintanilha e o antropólogo Alexandre Húngaro foram libertados ontem (2ª) à noite.
Hoje (3º) à tarde deve ser assinado o termo de ajustamento de conduta entre os índios e a Copela para definir o valor a ser pago de indenização. A reunião será em um dos anfiteatros da Universidade Estadual de Londrina, a UEL. Os índios pedem R$ 3,5 milhões de indenização pelo impacto ambiental causado pela linha de transmissão. A empresa quer pagar pouco mais de R$ 1 milhão.